27 de abril de 2013

The Lost Canvas - o que vem depois?

 
 
     Olá a todos! Quando criei este blog, meu propósito inicial era tratar de coisas do meu interesse, que acredito também serem do interesse de muitos, mas, basicamente, de Cavaleiros do Zodíaco. Não gostaria de escrever o que todo mundo já escreveu ou o óbvio, mas acontece que com esse pensamento, não tenho escrito absolutamente nada.

     Me considero super fã e procuro todos os dias descobrir novos sites que me ajudem a compreender melhor a série, seja a obra em si ou em suas referências, ou seja, os mitos, os locais ou os acontecimentos que possam ter servido de inspiração para o autor. Além disso, sempre procuro jogos, oficiais ou não, animações de fãs, fanarts, ideias, tudo que se relacione com a série. Posso dizer que sou completamente viciado e compro tudo que seja lançado no Brasil.

     Então, o papo está bom, mas, na verdade, o que me fez ter vontade de escrever este post foi o boato que surgiu de retorno da série The Lost Canvas, que foi suspensa após o término da segunda temporada. A esperança veio com um anúncio cheio de duplo sentido do Twitter oficial do Lost Canvas, que poderia significar que a terceira temporada estaria em produção. Porém, quase um mês depois, saiu outra nota para explicar que houve um mal entendido, inclusive com pedido de desculpas pela confusão criada. Mas será mesmo?

     Apesar de ser tratado como um mal entendido, acredito fielmente que ainda veremos a terceira temporada do Lost Canvas. Além disso, no Brasil, somente foi dublada a primeira temporada, sendo depois suspensa a dublagem da continuação, acredito eu, por conta da interrupção da produção do anime no Japão. Mas quem acompanha, já tá sabendo que a segunda temporada, depois de uns dois anos sem notícia, começou a ser traduzida e tem previsão de dublagem para o segundo semestre. Sem me alongar, onde há fumaça há fogo, já dizia o sábio.

     A segunda temporada do anime Lost Canvas encerra no episódio 26, o que equivale ao capítulo 95 do manga, volume 11. Então, aproveitando esta onda de rumores, resolvi me antecipar e reler o manga para relembrar o que acontece depois da destruição do castelo de Hades e da ida de Alone para o Lost Canvas no céu. Para quem não acompanhou o manga e está ansioso pela terceira temporada do anime, vou fazer um resumo.


TERCEIRA TEMPORADA - EPISÓDIO 1 AO 6

     Após Alone retornar ao Lost Canvas, é mostrado o cavaleiro de prata de corvo sobrevoando a pintura no céu, quando ele percebe que a Península Itálica se elevou, fazendo parte agora do Lost Canvas. Depois, ele mesmo sente ser puxado para a tela desenhada no céu. Com muito esforço e em suas últimas forças, o cavaleiro ainda consegue chegar ao Santuário e avisar Atena sobre os efeitos do Lost Canvas no planeta.

     Enquanto isso, Tenma retorna ao Santuário bastante frustrado por não ter sido forte o bastante para salvar seu mestre Dohko no momento da destruição do castelo de Hades. Então, surge Dégel, cavaleiro de ouro de aquário, que sugere ao pégaso que se encontre com o demônio da ilha Kanon, caso ele esteja realmente disposto a se tornar mais forte, ainda que esse contato possa resultar em sua própria morte.

     Ao chegar à ilha, Tenma procura pistas com os habitantes sobre onde encontrar o tal demônio, mas somente uma velha lhe responde que este se encontra sob o vulcão. O cavaleiro se dirige até lá e logo encontra quem procurava. O demônio então lhe orienta a se jogar em um buraco e Tenma reluta, mas obedece. O demônio ri da inocência do cavaleiro, mas se surpreende quando o vê de volta à superfície.

     O pégaso insiste para que seja treinado por ele, então o demônio arranca de Tenma a caixa de pandora e diz que ele não poderá depender da armadura caso queira se tornar mais forte. Começam tremores na caverna, dando a impressão de que logo haverá uma erupção do vulcão, mas com um forte grito, o demônio cessa a atividade vulcânica. Depois, ele concentra um pouco de magma em suas mãos e concede três dias para que o cavaleiro consiga fazer o mesmo.

     Tenma se lembra do que já tinha ouvido sobre a essência do cosmo e consegue realizar o feito, dentro do prazo. Por fim, surge o demônio de dentro da cachoeira de magma dizendo que o desafio final para o cavaleiro será repetir esta façanha realizada por ele. Tenma mais uma vez sofre, caindo em sua tentativa, mas, na queda, ele eleva seu cosmo e consegue cumprir o desafio.

     Quando acreditava estar apto, ouviu-se outro tremor, indicando que a ameaça de erupção ainda estava presente. Aproveitando-se da situação, o demônio desafiou o cavaleiro a parar o vulcão, sob pena de seu magma destruir toda a ilha e extinguir a vida de seus habitantes. Tenma então eleva seu cosmo até o sétimo sentido e consegue evitar a erupção, mas cai desacordado. Neste momento, surge ao lado do demônio o espírito de Asmita (de virgem), que chama a criatura pelo nome, Defteros, e pede a este que se junte aos demais cavaleiros para a luta. Como resposta, ele devolve ao pégaso a sua armadura e se retira mais uma vez para as sombras.

Demônio da Ilha Kanon

     Enquanto isso, no Santuário, Atena convoca o sereno Dégel para que realize a missão de conseguir o oricalco de Poseidon, pois somente o poder de um deus poderia levá-los ao Lost Canvas. Para isso, ele deveria ir até as gélidas terras de Graad Azul, próxima a Sibéria, e resolveu convidar Kardia de escorpião para acompanhá-lo nesta missão. Quando Dégel disse a Kardia que a missão envolvia Poseidon, o inquieto cavaleiro de escorpião aceitou na hora.
 
Kardia e Dégel

     Ao chegarem ao destino, Dégel estranha só encontrarem ruínas, até que começam a ser atacados. Kardia logo responde, porém, percebem que não se tratam de espectros de Hades. Surge então Unity, amigo de Dégel e líder das tropas locais, que se desculpa pelo inconveniente. O líder local então, sob a suspeita de Kardia, presume o motivo de estarem ali e os conduzem até a biblioteca da região. Chegando lá, existe uma porta lacrada com o selo de Atena, que é retirado por Unity, revelando uma passagem que leva diretamente ao reino perdido de Atlântida.

     Unity se dispõe a indicar aos cavaleiros onde se encontra o oricalco, uma vez que conhece muito bem o templo submarino de Poseidon. Enquanto andavam, Dégel se lembra do tempo em que eles treinavam juntos, inclusive da história que o pai de Unity contava sobre as asas da constelação de cisne servirem de ponte para unir as terras gélidas de Graad Azul ao mundo ensolarado. Pouco tempo de caminhada e chegam ao templo central, mas são surpreendidos por Radamanthys, que ataca Unity atravessando o coração do guerreiro, acompanhado da serva de Hades, Pandora.

     Dégel se enfurece e lança o golpe execução aurora, mas Radamanthys facilmente se desvencilha da camada de gelo que o cobriu. Então, o cavaleiro de aquário recorre ao círculo de gelo, que Radamanthys facilmente quebra ao abrir as suas asas de Wyvern. Ainda tentando se vingar do amigo, Dégel invoca mais uma vez a execução aurora, que novamente é repelida pelo Wyvern, que ainda se gabava de sua força, quando então sente a picada da agulha de Kardia.

     Radamanthys não se intimida com o golpe que o atingiu e prossegue com sua onda de ataques aos cavaleiros. Ele lança o poderoso destruição máxima, porém, Kardia e Dégel conseguem se defender. Então, o escorpião insiste para que o amigo siga para alcançar Pandora, que havia saído na frente. Dégel segue e deixa Radamanthys aos cuidados de Kardia.

     O juiz de Hades ameaça ferozmente o cavaleiro e lança o golpe rugido demoníaco, que em um primeiro momento passa direto pelo escorpião, mas depois retorna e o atinge em cheio, erguendo-o até o ponto mais alto do templo submarino. Quando já achava ter dado um fim no cavaleiro de Atena, eis que este ressurge e ameaça o Wyvern. Ele diz que seu coração arde quando encontra alguém com quem possa lutar com toda a sua vida e que Radamanthys era o motivo pelo qual ele dizia valer a pena lutar. Ao ouvir isso, o juiz questiona os motivos egoístas do cavaleiro e explica que ele luta pela lealdade a Hades.

     Radamanthys inicia uma sucessão de tentativas de ataque, mas Kardia consegue ser mais rápido para escapar e ainda aplicar mais algumas agulhadas. O juiz zomba dos golpes sem potência do cavaleiro e insiste que irá perfurar o coração do escorpião. O coração de Kardia fica em chamas e ele se lembra de quando Dégel sempre ia socorrê-lo quando a febre começava.

     Finalmente, o momento decisivo. Quando Kardia parte para aplicar a agulha escarlate antares incandescente, Radamanthys bloqueia o braço do oponente, quebrando a agulha. Porém, antes que pudesse perceber, o escorpião usa a agulha da outra mão para atingir o Wyvern, quando ele sente que este foi o golpe pelo qual ele esperou a vida toda. Assim, o coração de Radamanthys também tem pouco tempo de vida até que seja completamente consumido pelas chamas.

     Retornando a Dégel, o cavaleiro segue atrás do oricalco, porém, já próximo à sala do trono do imperador dos mares, vê Pandora caída e inconsciente no chão. Então, ele sente um poderoso cosmo ao fundo, que sente ser de Poseidon. Ao se aproximar, ele vê a irmã de Unity, Seraphina, presa em uma redoma de energia. Ao tentar libertá-la, o cavaleiro se vê preso por corais, que o impedem de se locomover. Logo, surge diante do aquário o marina de dragão marinho, que diz que a garota servirá de recipiente para a alma de Poseidon.

Dégel, Seraphina e o oricalco

     Dégel diz que não permitirá que isso aconteça e atinge o marina, arrancando o seu protetor de cabeça, e para a sua surpresa, ele se depara com Unity, a quem pensava ter sido fatalmente atingido por Radamanthys. Unity então propõe o oricalco em troca de tornar sua irmão Poseidon, mas o aquário não admite. Então o guerreiro de Poseidon reforça ainda mais a barreira de corais, quando Dégel ouve uma voz interior que lhe revela as memórias de Unity e como este chegou a se tornar um subordinado de Poseidon.
 
Marina de Dragão Marinho

     Unity foi tomado pelo desespero por querer levar uma vida melhor aos habitantes de Graad Azul e foi seduzido pelo poder de Poseidon, chegando inclusive a matar o próprio pai. Ao conhecer este memória, Degél se enfurece e congela os corais que o cercavam. Então ele aplica o pó de diamante, porém, neste momento, um tridente gigante de Poseidon é invocado e protege Unity de ser atingido. O cavaleiro logo percebe que a arma que interceptou o golpe está nas mãos de uma estátua gigante do deus dos mares, que começa a se mover.

     A estátua forma um redemoinho de água gigante que puxa o corpo do cavaleiro de aquário para dentro, e quando já parecia ser o fim, eis que ele se Dégel com imenso poder consegue congelá-lo. Depois, o cavaleiro aplica a execução aurora, mas seu alvo é o mar que se encontra exatamente acima da estátua como se fosse o céu do templo submarino, congelando-o de fazendo-o desmoronar em cima da estátua.
 
Estátua gigante de Poseidon ataca Dégel

     Dégel tenta convencer Unity de que ele está errado ao tentar se aliar a Poseidon, pois ele era aquele que justamente tinha a incumbência de preservar a ânfora em que a alma de Poseidon estava lacrada pelo selo de Atena. O cavaleiro então parte para tentar salvar Seraphina, porém, Unity, já arrependido, diz que ela está morta, mas teve seu corpo preservado pelo poder do oricalco de Poseidon, que também é o responsável por manter Atlântida no fundo do mar.

     Unity diz que permanecerá no templo, junto de seu pai e de sua irmã, e entrega o oricalco para Dégel. Contudo, antes que pudesse pegá-lo, surge Pandora e o retira das mãos de Unity, não hesitando em quebra-lo. A partir daí, o que se vê é a fúria do espírito de Poseidon, que usa o corpo de Seraphina para iniciar um violento maremoto que dentro de pouco tempo destruirá completamente o templo submarino.
 
     Dégel pergunta a Unity se não há uma maneira de evitar a destruição, mas ele diz que isso não existe. Então, o aquário pega um dos fragmentos do oricalco quebrado e pede que Unity fuja do local para levar o cristal até Atena, ao passo que ele fica para criar uma chance do guerreiro de Graad Azul escapar. Unity corre o mais rápido que pode para sair do templo submarino enquanto Dégel tenta manter congelada pelo máximo de tempo que puder a enxurrada criada pelo maremoto. No caminho de volta, Unity se lamenta por tudo aquilo que ele acabou provocando, inclusive o sacrifício de seu amigo.
 
Unity arrependido. Ao fundo, Dégel e Kardia
 
     Próximo da saída, um desmoronamento acaba enterrando-o em destroços, quase encerrando as esperanças de um dia alcançar Atena. Contudo, onde não havia meios de se salvar, acontece um milagre e Kardia, inconsciente e em seus momentos finais de vida, o levanta e gasta seu último suspiro de vida para arremessá-lo até a saída. Já do lado de fora, Unity percebe que o frio siberiano de Graad Azul não o afeta, pois o escorpião deixou com ele a unha incandescente quebrada na luta contra Radamanthys. Ele olha para o céu, e vê que brilha a constelação de cisne.
 
     No Santuário, Unity entrega à deusa Atena o oricalco e pede uma punição por todo o sofrimento que acabou causando. Porém, a deusa lhe diz que as mortes de Kardia e Dégel não foram em vão, pois lutaram até o último momento, e que é isso que ele deve fazer pelo povo que governa, em Graad Azul. Depois, do lado de fora do salão, Atena está ao lado de Sísifo (de sagitário) e este comenta sobre as perdas de cavaleiros e se lembra que seu pupilo está atrás do lendário barco da esperança, que, em conjunto com o oricalco, servirá de transporte aos cavaleiros até o Lost Canvas. Neste momento, como um raio, surge Tenma de pégaso diante dos dois.
 
A volta de Tenma ao Santuário
 
 

19 de abril de 2013

Animes que você deve assistir: Naruto Shippuuden

 
 
O Japão é famoso por muitas coisas aos olhos dos ocidentais: pela disciplina de seu povo, pela tecnologia, por suas tradições e também pela cultura dos mangas e dos animes. Tratando especificamente deste meio de entretenimento tipicamente japonês, cabe destacar que os autores que começam a fazer sucesso com suas obras passam a receber o status de mestre, sendo este o caso, com justiça, de Masashi Kishimoto.

Afinal, Naruto Shippuuden, que dá continuidade aos eventos da série original, trata-se de uma obra no maior estilo de “O Senhor dos Anéis”, mas, claro, guardadas as proporções. Mas como assim? Bem, o mundo criado pelo autor é ricamente detalhado em vários aspectos, sendo geograficamente dividido em países, que possuem vilas, que abrigam diversos clãs de família. O sistema político, a economia, a cultura e tradições são outros elementos que tornam a rica obra de Kishimoto uma experiência raramente vista em outros mangas ou animes. Ou seja, um novo mundo para passarmos nossos dias.

Recomendo Naruto àqueles que queiram acompanhar uma série com história profunda e com relacionamentos bastante intensos entre os personagens, que se traduzem em muitas lições para aplicarmos inclusive em nossa vida cotidiana. Disputas e alianças entre os países fazem parte da trama, sendo contadas por personagens muito bem construídos e que facilmente caem no gosto de quem assiste. Trata-se de uma série com muitos personagens excessivamente carismáticos e criativos.
 
Naruto e seus amigos prontos para a luta

Mas como o nome já diz, o astro deste anime é mesmo o Naruto, e em Shippuuden, vemos a continuação do seu crescimento pessoal e sua luta para se tornar Hokage. Para esclarecer, o mundo da série é composto por vários países, sendo que cinco deles se destacam pelo poder de defesa que possuem, ou seja, pelo exército de ninjas que conseguiram formar. Cada um destes países possui uma vila principal, cuja liderança cabe ao Kage, sendo o Hokage o correspondente na Vila Oculta da Folha, casa do Naruto.

Mas ele, agora adulto, sabe que sua ambição deve vir em segundo lugar, pois possui mais responsabilidades do que antes. Primeiro, porque ele carrega toda a esperança de sua vila, do seu país e de todo o mundo ninja em suas costas, sobretudo por possuir o poder da lendária raposa de nove caudas. Depois, porque ele não foi capaz de evitar que seu melhor amigo, Sasuke, perdesse a razão para se tornar um assassino vingador.

A série começa com muitos personagens e agrega no decorrer dos episódios outros incontáveis com perfis interessantíssimos. Passamos a nos identificar mais com alguns e começamos a torcer para que ganhem mais destaque, mas o fato é que o centro das ações sempre retorna para Naruto ou Sasuke.
 
Naruto X Sasuke = ação de primeira

Para Naruto, pesa o poder da raposa que ele carrega consigo, tornando-o alvo da organização criminosa Akatsuki, liderada pelo poderoso Pain, que busca se aproveitar da força superior que ela entrega ao seu portador. Ao mesmo tempo que ele tem confrontos ferozes contra os membros da organização, deve lutar interiormente para não ter seu espírito devorado pela criatura.

Para Sasuke, seus movimentos são todos direcionados à traição do seu irmão Itachi ao próprio clã, quando dizimou todos os seus entes e liberou somente o próprio Sasuke da morte. Com a alma de um vingador, ele busca a todo custo adquirir mais poder para eliminar todos aqueles que entrem em seu caminho. Assim, Naruto sabe que é o único que pode interromper o ódio de seu amigo, ainda que isso possa custar a vida de ambos.
 
Parece muita gente, mas você vai decorar cada nome rapidinho

A trama é longuíssima, sendo mais de 600 capítulos já lançados no manga e mais de 300 episódios em anime, mas de modo algum cansa aqueles que se disponham a mergulhar em uma história cheia de reviravoltas, inclusive com a morte de membros importantes no staff dos personagens principais. Tenho somente uma ressalva quanto à versão em anime: os fillers. Após assistir a alguns, percebi o quanto são desnecessários. Assim, resolvi criar um miniguia especificando somente os episódios que correspondem aos mangas lançados.

Episódios que seguem o manga: 1 ao 56 // 72 ao 89 // 113 ao 143 // 151 ao 169 // 172 ao 175 // 197 ao 222 // 243 ao 256 // 261 ao 270 // 272 ao 278 // 282 ao 283 // 296 ao 302 // 321 ao 326 // 328 ao 346 // 362 ao 375 // 378 ao * a série ainda está sendo lançada.

Obs. Alguns episódios possuem tanto partes da série no manga como outras filler. Nesses casos, optei por considerar não filler.

Não quero mais entrar em detalhes para não estragar a emoção que é acompanhar com entusiasmo cada capítulo e ser surpreendido a cada episódio. Se você já acompanha a série, já sabe do que estou falando; se parou no meio do caminho, faça um favor a si mesmo e retorne; mas se você nunca começou a ler ou a assistir por que acha muito longa a série, deixe de preguiça, planeje os seus dias e não deixe de conhecer um personagem que mesmo nas piores adversidades, no sentido mais humano da palavra, sempre procura se superar e agir positivamente.
 
 
Post atualizado em 21/10/14 com a relação de episódios que seguem o manga, ou seja, episódios que não são fillers.

18 de fevereiro de 2013

Animes que você deve assistir: Naruto

 
 
Se você procura um anime que possua uma história bem construída, com personagens fortes e cheios de personalidade, capazes de cativar e frequentemente fazer abrir um sorriso em seu rosto, este é Naruto. Para aqueles que não conhecem, somente ouviram falar ou acompanharam apenas alguns episódios, vale muito a pena esta série. Porém, antes de prosseguir, gostaria de esclarecer que a serie Naruto possui 220 episódios na sua fase "infantil" e já passa de 300 episódios em sua fase "jovem", também chamada de Shippuuden. Completo dizendo que neste espaço, me refiro especificamente à primeira fase do anime.
 
Na verdade, não gostaria de contar nada sobre a história para não estragar a surpresa de quem não conhece a série, mas concordo que fica estranho alguém querer assistir (ou ler) se não houver ao menos uma sinopse. Então vamos. Naruto é o nome do personagem principal, uma criança órfã e hiperativa, que é rejeitada pela sociedade por conta da "maldição" que carrega dentro de si. Trata-se uma figura lendária, a raposa de nove caudas, que afligiu à Vila da Folha, localizada no País do Fogo, enquanto Naruto ainda era bebê. Como meio de controlar a força da raposa, esta foi selada dentro do personagem que dá nome à série.
 
Raposa de 9 caudas
 
Falar do ocorrido era um tabu na vila e, por isso mesmo, Naruto não conseguia entender o porquê de ser tão desprezado pelas pessoas, sendo que nem ele mesmo sabia que havia o espírito da raposa dentro de si. De início, o argumento central da série é a superação, já que o personagem espera ser aceito pela sociedade um dia, ainda que ele não tenha feito nada para ser tão desprezado. Em um momento futuro, outra motivação ainda mais forte surge: a amizade.
 
Além destes pontos centrais da trama, existem diversos aspectos que poderiam explicar o sucesso desta série, no Japão e no mundo, mas cada pessoa poderia revelar uma resposta. Assim, vou comentar do meu ponto de vista os elementos que considero fundamentais para eu ter me interessado neste valoroso manga/anime. Porém, inicialmente, um fator que pode afastar algumas pessoas de acompanhar Naruto, que inclusive foi o meu caso por um bom tempo: a quantidade de episódios já lançados.
 
Quem se enquadrar neste quesito, trate de rever seus conceitos e pense em Naruto como uma obra prima de um gênio de nome Masashi Kishimoto, que deve ser apreciada com muito gosto e admiração. E por que eu digo isso? Simplesmente porque o cara não dá furos na história e nem abre margem para duplas interpretações ou situações que não fazem sentido. E não se trata de um anime raso, mas um mundo com seus países e suas vilas, cada uma com suas características peculiares, suas instituições, sua cultura, sua economia e seu povo, composto por civis e pelos ninjas, que são ordenados segundo uma hierarquia e se dignam a proteger a vila e, mediante pagamento, realizar missões diversas.
 
Correndo para a próxima missão
 
Sobre a história, é impressionante a capacidade do autor de explicar aquilo que acontece nos primeiros episódios cerca de uns duzentos episódios depois, ficando claro que ele já havia pensado em tudo desde o início. Só assistindo mesmo para entender o que digo. Acerca dos personagens, outro motivo para se surpreender com a capacidade do autor. Todos (e são muitos) possuem personalidades únicas, grau de afinidades e motivações próprias, que nos fazem tomar partido de seus dilemas e nos alegrar em suas vitórias. Para exemplificar, seria uma novela em forma de anime, mas muito melhor que qualquer uma que você já tenha assistido.
 
Comecei lendo o manga, que acompanho praticamente desde o início, mas os animes apenas recentemente estou assistindo, e o mais rápido que posso para alcançar logo a série no Japão. Sobre o manga, é sensacional. Para quem curte personagens fortes, golpes diversificados, lutas emocionantes, reviravoltas na história, momentos engraçados e outros bastante tensos, achou o que procurava. Sobre o anime, admito que não seja o que possua o traço mais belo ou as melhores músicas de fundo, mas estão em nível bastante aceitável levando-se em conta a periodicidade de um episódio por semana, além dos toques de guitarra que tornam a experiência energizante.
 
Naruto: esse cara sou eu
 
Quanto à história no anime, possui 220 episódios, mas recomendo que seja assistido até o episódio 135 e depois encerrar com a metade final do episódio que fecha a fase "infantil" de Naruto. Entre os episódios 136 a 220 (a primeira metade), não há relação com a história original escrita pelo autor, os chamados fillers. O episódios 26, 59, 97, 101 a 106 também são fortemente dispensáveis. Ao final pode-se até pensar que seja um contrassenso alguém que elogia tanto um anime recomendar que vários episódios não mereçam ser assistidos, mas podem confiar no que digo, pois são muito fracos esses fillers e compensa completar logo a fase "infantil" para iniciar a ainda mais sensacional fase Shippuuden.
 
Naruto também é legal porque rende muitos jogos de videogame, com qualidade bem acima da média em relação a outros animes que lançam jogos. Para quem curte jogos, é a escolha certa. Eu particularmente, zerei todos desde o PS2, XBOX 360 e PS3. Se servir de sugestão, a série de jogos Naruto Storm, 1, 2 e 3, está sensacional.
 
Jogo exclusivo de PS3
 
No mais, não sei se fui capaz de convencer mais alguém a assistir. Não se trata de um anime curto, com resoluções rápidas para os problemas (podem perdurar por vários episódios) e com finais sempre felizes, mas possui um propósito maior e que sempre faz todo sentido no final. E se você acredita que animes servem para nos passar lições de vida por meio de obras de ficção, Naruto certamente conseguirá torná-lo uma pessoa melhor.

18 de dezembro de 2012

Patriotas X Casacas Vermelhas = Revolução

 

     Agora chegou o momento de tratar do mais novo jogo da franquia Assassin's Creed, que conta a saga de um novo heroi assassino: Connor. Neste jogo, também ocorre o “desfecho” da epopeia sobre o fim do mundo, protagonizada por Desmond, que “conclui” a trilogia com um final que dá todo o indício de uma continuação.

     A história é inédita na série, mas sua progressão se parece bastante com a dos demais jogos. Primeiro controlamos Haytham, um templário inglês que é enviado à colônia (atual Estados Unidos) para localizar um “templo secreto” que, ao que os templários acreditam, abrigaria segredos que poderiam explicar a existência dos “seres que habitaram o planeta antes dos humanos”.

     Assim, em sua vinda à América, Haytham tem o papel de recrutar outros templários para buscar mais informações sobre a localização do “templo secreto”, mas principalmente para fortalecer a ordem dos templários na colônia inglesa.

 
Haytham Kenway e Charles Lee
     Controlamos Haytham até o momento em que ele se envolve com uma índia da tribo Mohawk, quando, dessa relação, nasce Connor. Já no papel de Connor (que na verdade possui um nome impronunciável para nós brasileiros), primeiro passamos a controlar a sua infância aprendendo as técnicas de sobrevivência na selva, escalando penhascos e árvores, caçando animais e interagindo de todas as formas com a natureza.

     Em um segundo momento, Connor se vê ameaçado pelos mesmos templários que Haytham havia recrutado e parte para a “Fazenda Davenport” para encontrar o mentor dos assassinos desta época, Aquiles, que já estava bastante fragilizado e com idade bastante avançada. Daí em diante, Connor vai se aperfeiçoando em suas técnicas, tanto físicas quanto psicológicas, de modo a se tornar apto a vestir o manto dos assassinos.

     Seu objetivo é impedir que os templários tomem posse das terras de seu povo (tribo Mohawk), que, por sinal, são os guardiões do templo almejado pelos templários. Com isso, a lista de homens recrutados por Haytham para servirem à causa templária acabou se tornando a própria lista de homens a serem alvos de Connor, e o que se segue é uma história cheia de reviravoltas, em que o assassino interferiu diretamente em algumas das passagens mais importantes da história do início da formação do território norte-americano.

 
Connor combatendo na chuva
 
 

     Após expor um pouco da trama, acho importante informar que a mecânica do jogo mudou consideravelmente (mas claro, os elementos básicos estão lá), e, enquanto jogava, estava bastante frustrado com as habilidades de Connor (que me pareciam bem abaixo das de Ezio), porém, ainda mais frustrado com a força e inteligência dos inimigos, já que eles ficaram mais “espertos”. E eu explico: nos jogos anteriores, enquanto você batia em um inimigo, os demais ficavam “olhando” sem reagir; já neste jogo, ninguém fica parado, e se você não tiver uma boa técnica, vai apanhar muito de todos os lados.

     Também não há mais itens de regeneração de energia como nos tempos de Ezio, ou seja, a gente acaba morrendo muito (muito mesmo) até pegar o jeito, e eu demorei um pouco para aprender. No início eu estava odiando o jogo por conta da dificuldade, somente amenizada com o aprendizado e a utilização correta dos botões e conhecimento dos adversários. Desta forma, é importante perceber que alguns inimigos devem ser combatidos diretamente, enquanto outros devemos primeiro defender para somente depois atacar e outros precisamos roubar sua arma depois de ter defendido um de seus ataques.

     Os botões, na versão PS3 e XBOX 360, são:

- quadrado / X = ataque com lâmina oculta, machado e espada.

- triângulo / Y = ataque (pistola, arco-e-flecha, corda e dardo envenenado) e ações de caça.

- círculo / B = defesa; quando perto de barris, garrafas ou bordas, inicia cena interativa.

- X / A = rouba arma do inimigo; usa o inimigo como escudo quando os soldados se preparam para atirar em você.

     A Ubisoft produziu uma obra prima, em que conseguiu contar a história americana de maneira muito bem montada. Algo que seria impossível se o jogo fosse produzido nos Estados Unidos, com todo aquele exagero de auto-reverência que fazem de si mesmos nas produções cinematográficas. O fato é que vemos no jogo os pontos de vista dos dois lados da guerra e, quando achamos que a razão está com um, logo surge um fato que nos confunde mais uma vez (típico da série Assassin's Creed).
 
 

George Washington precisa de Connor

 
     Muitas figuras lendárias deste momento da história mundial estão presentes, tais como George Washington pelo lado dos patriotas e Charles Lee, pelos ingleses, assim como os eventos mais importantes desta época, como a revolta do chá e a assinatura do documento de independência. Ainda, é interessante notar que inseriram de maneira bastante convincente a participação de Connor nos eventos, de modo a parecer que ele realmente conduziu vários dos fatos que culminaram na guerra.

     Considero bastante importante também que o jogo tenha sido produzido por um país que não fosse a Inglaterra ou os Estados Unidos, pois poderia interferir na forma de abordagem dos fatos. Me refiro à linguagem utilizada no jogo, que em momento algum buscou bajular qualquer um dos lados, sejam os patriotas (americanos) ou os casacas-vermelhas (ingleses). Após finalizar o jogo, ainda existem duas cenas que explicam o que aconteceu aos americanos, aos ingleses e aos índios nativos após Connor dar fim aos planos dos templários. São cenas curtas, mas bem introduzidas.

     As missões e objetivos secundários também estão ótimos, com muita coisa a se fazer. Para quem só quer concluir o jogo, trata-se de um excelente game com uma história bastante envolvente (ainda mais com a dublagem em português, já lançada). Sobre este assunto, inclusive, cabe muitos elogios para a interpretação dos personagens. Contudo, vários personagens de idade avançada claramente possuem uma voz incompatível, mais parecendo um adolescente falando e isso incomoda mais do que se possa pensar.

     Já aqueles que desejam completar o jogo em 100%, como eu, terão que dedicar muitos dias ao jogo, entretido com missões de caça, entrega de encomendas, recrutamento de assassinos, contratos navais, recolher penas, baús, páginas de livro, etc, só para citar alguns.

 
Modo Multiplayer Online
 
 
     Também há o modo online e esse ficou ainda melhor. Além dos modos de jogo de cada um por si e dos desafios em equipe, agora foi acrescentado um modo "horda", denominado de Matilha de Lobos. Sinceramente, achei sensacional esta inserção, pois tantos outros jogos já haviam explorado este universo e agora AC entrou na brincadeira. Neste modo, uma equipe de quatro pessoas se unem para assassinar adversários da CPU valendo pontuação, necessária para se avançar por 25 níveis, devendo trabalhar em equipe e não mais cada um por si.
 
     A trilha sonora está mais simples e não chega a empolgar tanto, mas pelo menos não atrapalha o clima do jogo. Clima este que é todo desenvolvido pela história. Por sinal, recomendo muito a leitura do livro Assassin's Creed: o renegado, que trata do jogo pelo ponto de vista de Haytham. Muitas coisas que o jogo não trata são explicadas neste livro.
 
 
Desmond: Salto da Fé em Nova York
 
     Por fim, Desmond, se vê diante de um grande dilema ao fim do jogo. Cabe somente a ele a responsabilidade de decidir se o mundo será extinto ou se o mundo será … bem, posso dizer que a decisão é bem delicada mesmo (e foi bastante criticada pelos jogadores pelo mundo todo). Os gráficos na parte em que controlamos Desmond está bem pobres e pouco inspiradas. Parece que toda a atenção dos desenvolvedores ficou na parte do Connor mesmo e isso é bastante evidente.
 
     Agora é esperar para ver que futuro a série levará, mas o certo é que não chegou ao fim, pois, a dizer pelo encerramento deste jogo, as possibilidades abertas foram ilimitadas.

30 de setembro de 2012

ASSASSIN'S CREED 3

Falta menos de um mês para o lançamento deste incrível jogo e não preciso nem dizer o quanto estou ansioso por esta sequência, agora dublada em português do Brasil.

O melhor jogo já produzido e agora em nosso idioma. Tomara também que seja em 3D, pois já comprei uma tv com suporte a esse recurso. O som também já está no ponto.

Tem tudo para ser o jogo do ano.

Para quem não gosta de video game, não é tarde para começar a jogar, mas para quem curte e não conhece o jogo, toma vergonha na cara e começa a jogar desde o primeiro Assassins Creed.

Para encerrar, um video em CG, como já é tradiçao da UBISOFT, e um com a jogabilidade.