31 de maio de 2012

O Universo de Assassin's Creed


Nos últimos meses, resolvi passar para o blog a experiência que tive com os jogos de Assassin's Creed e não reservei palavras para expressar o quanto esta série se fez grandiosa na minha vida. E digo mais: não são apenas os games os responsáveis pelo ótimo enredo, mas todo o conteúdo criado em torno de Assassin's Creed - jogos para computador, celulares, PSP, livros, HQ, filmes, animações etc.

Tendo em vista a contribuição que muitos deles tiveram para a construção e expansão da história, gostaria de aproveitar a oportunidade e comentar alguns desses produtos, alguns dos quais eu possuo, enquanto que outros eu apenas conheci pela internet. Cabe ainda mencionar que cada produto, de certa forma, conta a história apenas por uma perspectiva: a guerra vista pelo lado dos assassinos ou pelo dos templários.



PONTO DE VISTA DOS ASSASSINOS


A partir de Assassin’s Creed II, todos os jogos lançados para consoles foram apresentados com um filme ou animação para ampliar a experiência a ser vivida no game.

Em AC II, foi AC: Lineage – um filme extremamente bem feito, que serviu de prólogo para os eventos do jogo em questão. Nesta obra, Ezio é adolescente e o seu pai Giovanni Auditore o herói, porém, ciente de que em breve seus filhos também deverão estar prontos para lutarem ao seu lado.

PARTE 01: AC: LINEAGE 01

PARTE 02: AC: LINEAGE 02

PARTE 03: AC: LINEAGE 03

Em AC: Brotherhood, foi AC: Ascendance – nesta animação é retratada a ascensão de Cesare Borgia ao trono romano. Serve de elo entre o game anterior e Brotherhood, com Ezio tendo que enfrentar não mais somente um homem, mas uma família.

COMPLETO: AC: ASCENDANCE

Em AC: Revelations, foi AC: Embers – diferente dos anteriores, esta animação não serve de prólogo, mas encerra a trajetória de Ezio, mostrando sua última missão e seu falecimento. Triste o bastante para arrancar lágrimas daqueles que percorreram junto de Ezio uma vida (virtual) de lutas pela causa dos assassinos.

TRAILER: AC: EMBERS


Além dos filmes e animações já citados, a experiência dos jogos também foi retratada em forma de romance, tendo sido lançados livros referentes aos quatro jogos da série - AC, AC II, AC: Brotherhood e AC: Revelations. No Brasil, foram lançados os livros AC Renascença (que cobre os eventos de AC II) e AC Irmandade (que cobre os eventos de AC: Brotherhood). Compensa muito adquirir estes livros, pois são bastante fiéis ao jogo, acrescentando muitos detalhes que ajudam a enriquecer a trama.




PONTO DE VISTA DOS TEMPLÁRIOS


A partir de AC Revelations, mais precisamente em seu modo online multiplayer, temos contato direto com a ambição das Indústrias Abstergo. Na verdade, somos agentes a serviço dos templários e, a medida que evoluímos nos treinamentos, ganhamos confiança dos cientistas para ter acesso a mais informações sigilosas. Buscando, então, acrescentar conteúdo a este outro ponto de vista (considerado o lado do mal nos jogos), está sendo lançada uma HQ (quadrinhos), tendo como foco os eventos do presente. Dizer que é interessante é pouco, já que esclarece a existência de alguns personagens, tanto pelo lado dos assassinos, quanto pelos templários. Já foram lançados dois volumes, mas no Brasil somente encontramos o primeiro à venda.


Outro produto lançado aproveitando a onda Assassin's Creed foi o jogo Project Legacy, para Facebook. A ideia é bastante interessante e também se refere às Indústrias Abstergo. A ideia é contar algumas experiências realizadas por agentes da Abstergo que, por meio do Animus, reviveram memórias de personagens-chave para coletar dados que ajudassem a corporação a desvendar os maiores segredos dos assassinos. A estrutura do jogo segue o mesmo padrão de outros games para Facebook, mais parecendo um RPG sem ação direta. Infelizmente, como se tratava de uma ação para promover AC: Brotherhood, faz tempo que não recebe atualizações.




Com esses poucos exemplos que dei, já ficou claro que a série Assassin's Creed ainda tem muitas surpresas a nos oferecer. Existem alguns outros jogos lançados além dos quatro principais, já comentados por mim. Vou ser sincero e dizer que tenho poucos conhecimentos acerca deles, mas me empenharei para conhecê-los melhor a fim de atualizar a seção com estas informações em uma próxima oportunidade.

28 de abril de 2012

Três assassinos e um objetivo




     Uma pena, mas chegamos ao fim. Na terceira aventura protagonizada por Ezio Auditore da Firenze, temos a conclusão de sua saga em busca de respostas, principalmente sobre o seu papel na luta entre  assassinos e templários. O jogo se passa muitos anos após os eventos de Brotherhood, com um Ezio  de 50 anos de idade (apesar de nem parecer). A tensão que por décadas havia se instalado na Itália Renascentista por meio da família Borgia já estava completamente superada, graças “aos seus serviços”. Mas ele sabia que a dominação templária não se restringiria àquela porção da Europa.
  
     Muitos anos após eliminar Cesare Borgia, Ezio decidiu seguir os passos de Altair, líder dos assassinos no tempo das Cruzadas e considerado o maior mentor da história da ordem. Partiu então a Masyaf, Fortaleza dos Assassinos nos tempos de Altair. Porém, ao chegar, Ezio não a encontrou como esperava, mas um lugar dominado pelos templários, que invadiram a área desde o falecimento de Altair. Em sua busca por pistas, descobriu que as chaves da biblioteca do santuário (lacrada por por conter todos os maiores segredos dos assassinos) haviam sido levadas para Constantinopla.
 
     Após alguma dificuldade com os templários em Masyaf, Ezio seguiu para Constantinopla, alguns anos depois da queda do Império Bizantino, e descobriu que atualmente eram os árabes otomanos quem dominavam a região. Porém, os bizantinos, que haviam perdido o poder, estavam sedentos por retomá-lo, e muitas conspirações ainda ocorreriam por lá no decorrer da trama.
 
Ezio chega a Constantinopla

     Neste jogo, a estrutura dos dois episódios anteriores foi preservada, mas com nova roupagem. O foco que era o Renascimento italiano foi transferido para o Império Bizantino, em decadência após a invasão dos árabes. Toda a cultura inerente à Europa Oriental deste período foi retratada, seja na arquitetura, nos trajes, nas personagens, na musicalidade e nas armas. Por sinal, dentre as poucas novidades deste jogo, duas delas se referem ao armamento: a Hook Blade (gancho) e as bombas.
  
      A ausência de grandes novidades pode até servir de pretexto para críticas com relação ao fator inovação, mas em nada interferem na manutenção da qualidade indiscutível da série. Comentar o que há no jogo seria praticamente repetir tudo o que já foi dito em AC II e AC: Brotherhood. O multiplayer foi aperfeiçoado e agora, de acordo com a progressão neste modo de jogo, são oferecidos documentos e vídeos das Indústrias Abstergo como recompensa. Uma ótima adição que nos possibilitou ver o ponto de vista dos templários nesta batalha, já que o foco havia sempre sido os assassinos.
  
Dentro do Animus

      Outra novidade foi a adição de um sistema “Tower Defense” parecido com os jogos de estratégia. Neste modo, Ezio prepara o seu exército de assassinos e coordena as ações de cada membro. Surge este tipo de interação toda vez que um território dominado pelos assassinos é invadido pelos templários. Porém, verdade seja dita, nem ficou tão legal assim. Em contrapartida, a parte do jogo que trata dos dias atuais com o personagem Desmond, temos bastante de seu passado revelado por meio de sequências em primeira pessoa.
  
     Dando continuidade aos eventos do personagem em Brotherhood, quando sua consciência ficou presa à máquina Animus, foi criado este modo de jogo que consiste em conduzir Desmond por cenários cheios de cubos e lasers, com muito desafio de raciocínio e paciência com o objetivo de salvá-lo. Apesar da raiva que passei por falhar algumas vezes, acho que estes puzzles foram bastante apropriados e úteis dentro da proposta de libertá-lo do Animus.
  
     Para finalizar, cabe relatar que Ezio, mais uma vez, interagiu com figuras bem importantes da história mundial, ainda que a maioria (ou todas) com pouca expressão para a parte ocidental do planeta. A principal delas foi Sofia, que se casou com o Ezio e permaneceu ao seu lado até o último dia de vida do protagonista (filme "Assassin's Creed: Embers"). Ezio inclusive se afastou da rotina de lutas pela causa dos assassinos para constituir família. Final cheio de emoção para um personagem realmente marcante.
 
 

4 de março de 2012

A Irmandade dos Assassinos


     Se você já zerou Assassin's Creed II, é natural que comece a jogar Brotherhood. Isso porque este game é mais do que uma sequência, parecendo mais que você nem parou de jogar AC II. Ezio começa no mesmo ponto de onde parou, ou seja, na sala secreta subterrânea do Vaticano, onde viu a Maçã do Éden e o Báculo do Papa serem selados, ao mesmo tempo em que recebeu uma mensagem secreta de Juno - membro de um grupo de seres que viveram na Terra antes dos humanos - endereçada a Desmond, anos depois no futuro.

     Ao fazer o caminho de volta a fim de sair da sala, Ezio é surpreendido por seu tio Mario que veio para levá-lo de volta à Vila Auditore. Após a sequência inicial, Ezio revela ao seu tio que, apesar de tudo, não matou Rodrigo Borgia. Para quem não jogou AC II, Rodrigo foi o mentor das conspirações que culminaram na morte do pai e dos irmãos de Ezio, fato que o levou a se tornar um Assassino. Mario se desespera com o que soube e alerta o sobrinho de que a qualquer momento haveria uma retaliação da família Borgia.

     Como previsto, a Vila Auditore foi invadida pelo filho de Rodrigo, Cesare Borgia, e Ezio teve que fugir para se salvar. Na fuga, partiu em direção a Roma a fim de encontrar o castelo dos Borgia para resolver as pendências que haviam ficado para trás. Tendo perdido a consciência no caminho, chegou à Roma graças a ajuda de Maquiavel, que ainda lhe deu as primeiras orientações.

Ezio mais rápido do que nunca

     Não me alongarei mais sobre a história, mas posso adiantar que está demais. Em Brotherhood, o foco fica em torno de Cesare, já que ele consegue superar seu pai em poder (e olha que seu pai, Rodrigo, era nada mais nada menos que o Papa). Ezio também está mais experiente e habilidoso, principalmente com a lâmina oculta (hidden blade).

     Volto então a falar da história, mas sob um outro ponto de vista: Desmond. Como bem sabemos, o rapaz havia sido sequestrado no primeiro jogo e descobriu a existência da Maçã do Éden. No segundo, ele recebeu um treinamento ao mesmo tempo em que seguia os passos de Ezio e, ao final, ouviu uma mensagem secreta informando sobre o Fim do Mundo e da raça humana.

     Já em Brotherhood, Desmond teve um papel um pouco maior em relação aos jogos anteriores, indo inclusive atrás da Maçã do Éden e recebendo mais mensagens secretas. Apesar disso, pouco se concluiu e muitas questões somente seriam respondidas depois, em Assassin's Creed: Revelations.

Desmond se preparando para "se tornar" Ezio Auditore

     Dentre as inserções que a UBISOFT fez neste jogo em relação ao anterior, a ideia de convocar outros assassinos para entrarem na briga com certeza foi a melhor. Apesar disso, a possibilidade de Ezio gerar sequências de assassinatos ao atingir a primeira vítima está demais. Não tem como explicar em palavras, sinceramente. Outra novidade é o fato de que cada missão tem um objetivo principal, que concede o direito de passar para a próxima, mas também tem o objetivo secundário. Trata-se mais de um desafio para os mais dedicados do que qualquer coisa, apesar de ajudar a desbloquear missões adicionais.

     As músicas foram totalmente refeitas, não sendo aproveitado nada do AC II, mas mantendo a qualidade. A dublagem está maravilhosa, parecendo um monte de italianos falando italiano, ainda que efetivamente estejam falando inglês. Por sinal, existe a versão europeia do jogo com legendas em português, o que ajuda e muito na hora de se entender a história.

Sim, isso é possível no jogo

     A cidade de Roma é praticamente a única no jogo, apesar de participações bem pequenas de outras nas missões no decorrer da partida. Em compensação, a capital italiana é gigantesca. Não faltam pontos turísticos para serem visitados por lá, ao mesmo tempo em que embarcamos em missões das mais variadas, mas nos mesmos moldes dos jogos anteriores (o que é muito bom).

     Para encerrar, nada mais justo que citar a maior inovação que este jogo trouxe em relação aos anteriores: o modo online. Não tem relação direta com a história, mas diverte um bocado. Existem vários modos de jogo disponíveis para até 8 jogadores conectados. Jogando em equipe ou cada um por si, a ideia básica é eliminar o seu alvo ao mesmo tempo em que se está sendo caçado. É uma tensão boa que valorizou muito o jogo, mas ficou ainda melhor no jogo seguinte, Assassin's Creed: Revelations, mas isso é assunto para o próximo post.

E3 TRAILER: Assassin's Creed: Brotherhood

(NÃO TEM COMO NÃO SE ARREPIAR COM ESTE VIDEO)

11 de fevereiro de 2012

Assassin's Creed II - O verdadeiro significado da palavra vingança

Ezio, você é o cara

     Já falei de Assassins Creed e agora venho declarar meu amor por Assassins Creed II, sendo este o verdadeiro jogo que torna imperdível a saga dos assassinos. Aqui, mais uma vez, Desmond é o personagem que se submete a sessões no "Animus" para viver as experiências de seus ancestrais na tentativa de descobrir a localização de um tesouro perdido. Se o palco do primeiro jogo foi os corredores da Abstergo Industries, uma empresa que se dedica ao ramo de pesquisas genéticas e tecnologia, agora Desmond e Lucy fugiram com o auxílio de Rebeca e Shaun para reiniciarem os trabalhos fora do alcance dos cientistas.

     Nesta continuação, o personagem revivido por Desmond se chama Ezio Auditore e o jogo deixa de rolar na época das Cruzadas, em cidades como Acre e Jerusalém, para se desenrolar na Itália Renascentista. Se o cenário mudou, diga-se de passagem, para melhor, o personagem simplesmente elevou o jogo a outra categoria de qualidade. Alia-se a esses fatores o enredo que é envolvente do começo ao fim. Você não consegue piscar, literalmente.

     Resumidamente, a família de Ezio sofre com a corrupção na política local e sofre um grande golpe (traição talvez seja mais adequado), e ele se sente obrigado a limpar o nome dos Auditore que havia sido manchado. Para se tornar "a lenda" na arte do assassinato e se vingar de todos aqueles que conspiraram contra sua família, muitos são aqueles que o ajudam a se aperfeiçoar no conhecimento e nas técnicas assassinas.

Dois vacilões e a águia assassina
     O jogo lembra o estilo GTA de progressão, pois, a cada alvo eliminado, ele consegue pistas para o próximo e está sempre cada vez mais perto de descobrir que aquilo que aconteceu com a sua família não havia sido uma mera briga política, mas uma conspiração muito maior. Também vale ressaltar que muitas perguntas sobre o que é a Abstergo e os motivos por que eles sequestraram Desmond são respondidas, mas muitas outras são lançadas.

     Os gráficos mais uma vez estão maravilhosos. As cidades italianas retratadas nos deixam curiosos por conhecê-las pessoalmente só para termos o gosto de comparar, tal como acontece com GTA IV ao retratar de maneira incrível Nova Iorque. O jogo é repleto de missões paralelas, totalmente opcionais, mas que agregam tanto valor ao jogo que não devem ser deixadas de lado. Além das fases de progressão, tudo no jogo inspira atenção para melhor aproveitamento da história: os codex, os glifos, os santuários escondidos, etc, é um jogo que deve ser intensamente vivido.

     Dentre as inovações que este jogo tem em relação ao primeiro, está a possibilidade administrarmos nossa própria cidade, ainda que seja bem básica esta opção. Trata-se da Vila Auditore, em plena decadência, esperando pelas ações empreendedoras de Ezio para superar a crise. Com o dinheiro que ganhamos no decorrer do game, podemos reformá-la, comprar armas, munições, habilidades de treinamento, telas de pintura e roupas (e que roupas! uma mais estilosa que outra).


Conflito aberto

     A trilha mais uma vez é muito boa, extremamente adequada, mas sem maiores destaques. A jogabilidade mais uma vez está ótima, mas agora temos novos armamentos e movimentos do personagem. O que já era bom ficou melhor. Só jogando para se saber a satisfação que dá em assassinar os adversários de maneira estilosa e eficaz. Ainda bem que é só um jogo. Quantas vezes eu não procurei briga só pelo prazer de provocar e depois exterminar os guardas templários. Não há nada a reclamar, a não ser pequenos deslizes na jogabilidade, sobretudo quando sem querer começamos a escalar as paredes das casas apenas por correr perto delas.

     Aqui cabe outra colocação acerca do jogo: basicamente, os vilões são a Ordem dos Templários, o que dá muita margem para difamações à Igreja Católica. No jogos seguintes, fica claro que não é a igreja o mal, mas ela foi usada por uma Ordem Secreta na época das Cruzadas que agiam apenas em prol de suas pesquisas e experiências. Neste ponto, lembrei-me de outro ponto a se destacar no jogo: as referências históricas. Não são poucas as vezes em que você se pergunta até que ponto "isso" ou "aquilo" que está sendo revelado é real ou apenas uma criação para a trama do jogo.

     Concluindo, é um jogo obrigatório para fãs de bons jogos, de mistérios, de conspirações sobre o fim do mundo e de obras primas. Sugiro ainda o livro Assassin's Creed: Renascença, que conta a história do jogo de forma romanceada, acrescentando muitos pequenos detalhes não presentes no jogo. Ainda, a leitura dos codex é uma ótima maneira de conhecermos alguns fatos da vida de Altair. Por fim, concluir o jogo não significa assistir a um final que encerre a partida, mas apenas um gancho para o que ainda virá nos próximos jogos. Já falei que Assassin's Creed II é imperdível?...
E3 TRAILER: Assassin's Creed II

22 de janeiro de 2012

Assassin's Creed - o início da saga dos assassinos

Altair e o logotipo do jogo

     Para mim, Assassin's Creed é a "série" de videogame mais inteligente da década de 2000, principalmente pela profundidade da história que seus jogos contam. São jogos repletos de méritos: no geral, a ação é fluida e viciante; os gráficos são belíssimos; a trilha, a dublagem e toda a parte de áudio beiram a perfeição; mas principalmente a trama, que é absurdamente envolvente, contemplando dados históricos que por muitas vezes nos fazem duvidar de certas verdades consolidadas pelos livros de História.

     Na primera vez em que ouvi falar de Assassin's Creed, não dei muita moral, mas achei os gráficos maravilhosos. Depois que saíram as primeiras análises então, fiquei um pouco com receio de jogá-lo. Tratava-se de um game com enorme potencial desperdiçado, sobretudo pelas intermináveis missões repetidas. Outro problema era a falta de legendas. Não sei os fluentes na língua inglesa, mas tive que pesquisar na internet e em revistas de jogos para descobrir o que estava sendo falado naquilo que eu estava jogando.
 
     Ainda sobre o primeiro jogo, a história já começa com mistério: um rapaz foi sequestrado por um grupo de cientistas para servir de cobaia em experiências de "regressão". Para quem gostou do mistério de Lost, esta série é imperdível. O personagem principal se chama Desmond (por coincidência ou não, o mesmo nome do personagem chave para os eventos de Lost). No jogo, Desmond era submetido a sessões de "regressão" em que sua memória se transferia para a de um ancestral que viveu na Idade Média, na época das Cruzadas. A intenção dos cientistas era localizar um artefato muito importante que estava perdido ao longo dos séculos.
Olhos de águia prontos para o ataque

     A ideia de o jogo se passar em dois períodos distintos, nos dias atuais com Desmond e no tempo das Cruzadas com Altair, foi muito boa, mas as missões não eram tão empolgantes. Era justamente o mistério de se descobrir do que se tratava o tal artefato e a busca por conhecer o que Desmond e os cientistas representavam no mundo de hoje que fazia a graça do primeiro game.

     Falando um pouco da parte técnica de Assassin's Creed, a trilha é muito boa, mas sem maiores destaques ou críticas. Quanto aos gráficos, são lindíssimos. Não foram poucas as vezes em que pessoas que me viam jogando acreditaram se tratar de um filme. Já a jogabilidade está ótima, para não dizer excelente. Somente algumas vezes que você quer correr e Altair, por estar muito próximo de uma parede, se gruda nela pensando que deveria escalá-la.

     Agora vou confessar uma coisa: só comecei a jogar Assassin's Creed três anos depois de lançado, e ainda comecei pelo segundo. Um dos motivos para eu demorar tanto para jogar os games desta série foi a jogabilidade em mundo aberto. Sempre fui adepto de jogos em que você parte de um ponto e já sabe onde deve chegar. Outro aspecto que me distanciou destes jogos foi a característica dele tornar o protagonista um praticante de Le Parkour, podendo percorrer os distritos por solo ou pelos telhados, mas mudei radicalmente de opinião.

Parece que já era, irmão...
     Para quem nunca jogou (duvido, mas talvez ainda haja alguém nesta situação), o jogo lembra Prince of Persia pelo estilo de jogabilidade, o que para mim não era boa coisa. Mas repensei meu conceito depois que joguei Castlevania: Lords Of Shadow e vi o quanto é interessante o Le Parkour em um jogo pela sensação de ausência de limites que ele oferece. Além das habilidades acrobatas de Altair, o personagem ainda possui movimentos estilosos (quase ao estilo Devil May Cry) em sua postura, no seu jeito de andar e na manipulação de armas.

     Para finalizar, os diálogos são muito inteligentes, porém, tive que assisti-los legendados em português pelo youtube. As missões são interesantes até o ponto em que se tornam repetidas. Eu explico: o começo arrasador e o final intrigante são pontos de destaque, mas as missões que fazem parte do desenvolvimento do game são repetidas à exaustão. Apesar de todas as inovações que este jogo trouxe à indústria de jogos, é só a partir do segundo game da franquia que sua fama se sustenta, e eis o nome do cara que rompeu todos os
limites: Ezio Auditore da Firenze.

TRAILER E3: Assassin's Creed