4 de março de 2012

A Irmandade dos Assassinos


     Se você já zerou Assassin's Creed II, é natural que comece a jogar Brotherhood. Isso porque este game é mais do que uma sequência, parecendo mais que você nem parou de jogar AC II. Ezio começa no mesmo ponto de onde parou, ou seja, na sala secreta subterrânea do Vaticano, onde viu a Maçã do Éden e o Báculo do Papa serem selados, ao mesmo tempo em que recebeu uma mensagem secreta de Juno - membro de um grupo de seres que viveram na Terra antes dos humanos - endereçada a Desmond, anos depois no futuro.

     Ao fazer o caminho de volta a fim de sair da sala, Ezio é surpreendido por seu tio Mario que veio para levá-lo de volta à Vila Auditore. Após a sequência inicial, Ezio revela ao seu tio que, apesar de tudo, não matou Rodrigo Borgia. Para quem não jogou AC II, Rodrigo foi o mentor das conspirações que culminaram na morte do pai e dos irmãos de Ezio, fato que o levou a se tornar um Assassino. Mario se desespera com o que soube e alerta o sobrinho de que a qualquer momento haveria uma retaliação da família Borgia.

     Como previsto, a Vila Auditore foi invadida pelo filho de Rodrigo, Cesare Borgia, e Ezio teve que fugir para se salvar. Na fuga, partiu em direção a Roma a fim de encontrar o castelo dos Borgia para resolver as pendências que haviam ficado para trás. Tendo perdido a consciência no caminho, chegou à Roma graças a ajuda de Maquiavel, que ainda lhe deu as primeiras orientações.

Ezio mais rápido do que nunca

     Não me alongarei mais sobre a história, mas posso adiantar que está demais. Em Brotherhood, o foco fica em torno de Cesare, já que ele consegue superar seu pai em poder (e olha que seu pai, Rodrigo, era nada mais nada menos que o Papa). Ezio também está mais experiente e habilidoso, principalmente com a lâmina oculta (hidden blade).

     Volto então a falar da história, mas sob um outro ponto de vista: Desmond. Como bem sabemos, o rapaz havia sido sequestrado no primeiro jogo e descobriu a existência da Maçã do Éden. No segundo, ele recebeu um treinamento ao mesmo tempo em que seguia os passos de Ezio e, ao final, ouviu uma mensagem secreta informando sobre o Fim do Mundo e da raça humana.

     Já em Brotherhood, Desmond teve um papel um pouco maior em relação aos jogos anteriores, indo inclusive atrás da Maçã do Éden e recebendo mais mensagens secretas. Apesar disso, pouco se concluiu e muitas questões somente seriam respondidas depois, em Assassin's Creed: Revelations.

Desmond se preparando para "se tornar" Ezio Auditore

     Dentre as inserções que a UBISOFT fez neste jogo em relação ao anterior, a ideia de convocar outros assassinos para entrarem na briga com certeza foi a melhor. Apesar disso, a possibilidade de Ezio gerar sequências de assassinatos ao atingir a primeira vítima está demais. Não tem como explicar em palavras, sinceramente. Outra novidade é o fato de que cada missão tem um objetivo principal, que concede o direito de passar para a próxima, mas também tem o objetivo secundário. Trata-se mais de um desafio para os mais dedicados do que qualquer coisa, apesar de ajudar a desbloquear missões adicionais.

     As músicas foram totalmente refeitas, não sendo aproveitado nada do AC II, mas mantendo a qualidade. A dublagem está maravilhosa, parecendo um monte de italianos falando italiano, ainda que efetivamente estejam falando inglês. Por sinal, existe a versão europeia do jogo com legendas em português, o que ajuda e muito na hora de se entender a história.

Sim, isso é possível no jogo

     A cidade de Roma é praticamente a única no jogo, apesar de participações bem pequenas de outras nas missões no decorrer da partida. Em compensação, a capital italiana é gigantesca. Não faltam pontos turísticos para serem visitados por lá, ao mesmo tempo em que embarcamos em missões das mais variadas, mas nos mesmos moldes dos jogos anteriores (o que é muito bom).

     Para encerrar, nada mais justo que citar a maior inovação que este jogo trouxe em relação aos anteriores: o modo online. Não tem relação direta com a história, mas diverte um bocado. Existem vários modos de jogo disponíveis para até 8 jogadores conectados. Jogando em equipe ou cada um por si, a ideia básica é eliminar o seu alvo ao mesmo tempo em que se está sendo caçado. É uma tensão boa que valorizou muito o jogo, mas ficou ainda melhor no jogo seguinte, Assassin's Creed: Revelations, mas isso é assunto para o próximo post.

E3 TRAILER: Assassin's Creed: Brotherhood

(NÃO TEM COMO NÃO SE ARREPIAR COM ESTE VIDEO)

11 de fevereiro de 2012

Assassin's Creed II - O verdadeiro significado da palavra vingança

Ezio, você é o cara

     Já falei de Assassins Creed e agora venho declarar meu amor por Assassins Creed II, sendo este o verdadeiro jogo que torna imperdível a saga dos assassinos. Aqui, mais uma vez, Desmond é o personagem que se submete a sessões no "Animus" para viver as experiências de seus ancestrais na tentativa de descobrir a localização de um tesouro perdido. Se o palco do primeiro jogo foi os corredores da Abstergo Industries, uma empresa que se dedica ao ramo de pesquisas genéticas e tecnologia, agora Desmond e Lucy fugiram com o auxílio de Rebeca e Shaun para reiniciarem os trabalhos fora do alcance dos cientistas.

     Nesta continuação, o personagem revivido por Desmond se chama Ezio Auditore e o jogo deixa de rolar na época das Cruzadas, em cidades como Acre e Jerusalém, para se desenrolar na Itália Renascentista. Se o cenário mudou, diga-se de passagem, para melhor, o personagem simplesmente elevou o jogo a outra categoria de qualidade. Alia-se a esses fatores o enredo que é envolvente do começo ao fim. Você não consegue piscar, literalmente.

     Resumidamente, a família de Ezio sofre com a corrupção na política local e sofre um grande golpe (traição talvez seja mais adequado), e ele se sente obrigado a limpar o nome dos Auditore que havia sido manchado. Para se tornar "a lenda" na arte do assassinato e se vingar de todos aqueles que conspiraram contra sua família, muitos são aqueles que o ajudam a se aperfeiçoar no conhecimento e nas técnicas assassinas.

Dois vacilões e a águia assassina
     O jogo lembra o estilo GTA de progressão, pois, a cada alvo eliminado, ele consegue pistas para o próximo e está sempre cada vez mais perto de descobrir que aquilo que aconteceu com a sua família não havia sido uma mera briga política, mas uma conspiração muito maior. Também vale ressaltar que muitas perguntas sobre o que é a Abstergo e os motivos por que eles sequestraram Desmond são respondidas, mas muitas outras são lançadas.

     Os gráficos mais uma vez estão maravilhosos. As cidades italianas retratadas nos deixam curiosos por conhecê-las pessoalmente só para termos o gosto de comparar, tal como acontece com GTA IV ao retratar de maneira incrível Nova Iorque. O jogo é repleto de missões paralelas, totalmente opcionais, mas que agregam tanto valor ao jogo que não devem ser deixadas de lado. Além das fases de progressão, tudo no jogo inspira atenção para melhor aproveitamento da história: os codex, os glifos, os santuários escondidos, etc, é um jogo que deve ser intensamente vivido.

     Dentre as inovações que este jogo tem em relação ao primeiro, está a possibilidade administrarmos nossa própria cidade, ainda que seja bem básica esta opção. Trata-se da Vila Auditore, em plena decadência, esperando pelas ações empreendedoras de Ezio para superar a crise. Com o dinheiro que ganhamos no decorrer do game, podemos reformá-la, comprar armas, munições, habilidades de treinamento, telas de pintura e roupas (e que roupas! uma mais estilosa que outra).


Conflito aberto

     A trilha mais uma vez é muito boa, extremamente adequada, mas sem maiores destaques. A jogabilidade mais uma vez está ótima, mas agora temos novos armamentos e movimentos do personagem. O que já era bom ficou melhor. Só jogando para se saber a satisfação que dá em assassinar os adversários de maneira estilosa e eficaz. Ainda bem que é só um jogo. Quantas vezes eu não procurei briga só pelo prazer de provocar e depois exterminar os guardas templários. Não há nada a reclamar, a não ser pequenos deslizes na jogabilidade, sobretudo quando sem querer começamos a escalar as paredes das casas apenas por correr perto delas.

     Aqui cabe outra colocação acerca do jogo: basicamente, os vilões são a Ordem dos Templários, o que dá muita margem para difamações à Igreja Católica. No jogos seguintes, fica claro que não é a igreja o mal, mas ela foi usada por uma Ordem Secreta na época das Cruzadas que agiam apenas em prol de suas pesquisas e experiências. Neste ponto, lembrei-me de outro ponto a se destacar no jogo: as referências históricas. Não são poucas as vezes em que você se pergunta até que ponto "isso" ou "aquilo" que está sendo revelado é real ou apenas uma criação para a trama do jogo.

     Concluindo, é um jogo obrigatório para fãs de bons jogos, de mistérios, de conspirações sobre o fim do mundo e de obras primas. Sugiro ainda o livro Assassin's Creed: Renascença, que conta a história do jogo de forma romanceada, acrescentando muitos pequenos detalhes não presentes no jogo. Ainda, a leitura dos codex é uma ótima maneira de conhecermos alguns fatos da vida de Altair. Por fim, concluir o jogo não significa assistir a um final que encerre a partida, mas apenas um gancho para o que ainda virá nos próximos jogos. Já falei que Assassin's Creed II é imperdível?...
E3 TRAILER: Assassin's Creed II

22 de janeiro de 2012

Assassin's Creed - o início da saga dos assassinos

Altair e o logotipo do jogo

     Para mim, Assassin's Creed é a "série" de videogame mais inteligente da década de 2000, principalmente pela profundidade da história que seus jogos contam. São jogos repletos de méritos: no geral, a ação é fluida e viciante; os gráficos são belíssimos; a trilha, a dublagem e toda a parte de áudio beiram a perfeição; mas principalmente a trama, que é absurdamente envolvente, contemplando dados históricos que por muitas vezes nos fazem duvidar de certas verdades consolidadas pelos livros de História.

     Na primera vez em que ouvi falar de Assassin's Creed, não dei muita moral, mas achei os gráficos maravilhosos. Depois que saíram as primeiras análises então, fiquei um pouco com receio de jogá-lo. Tratava-se de um game com enorme potencial desperdiçado, sobretudo pelas intermináveis missões repetidas. Outro problema era a falta de legendas. Não sei os fluentes na língua inglesa, mas tive que pesquisar na internet e em revistas de jogos para descobrir o que estava sendo falado naquilo que eu estava jogando.
 
     Ainda sobre o primeiro jogo, a história já começa com mistério: um rapaz foi sequestrado por um grupo de cientistas para servir de cobaia em experiências de "regressão". Para quem gostou do mistério de Lost, esta série é imperdível. O personagem principal se chama Desmond (por coincidência ou não, o mesmo nome do personagem chave para os eventos de Lost). No jogo, Desmond era submetido a sessões de "regressão" em que sua memória se transferia para a de um ancestral que viveu na Idade Média, na época das Cruzadas. A intenção dos cientistas era localizar um artefato muito importante que estava perdido ao longo dos séculos.
Olhos de águia prontos para o ataque

     A ideia de o jogo se passar em dois períodos distintos, nos dias atuais com Desmond e no tempo das Cruzadas com Altair, foi muito boa, mas as missões não eram tão empolgantes. Era justamente o mistério de se descobrir do que se tratava o tal artefato e a busca por conhecer o que Desmond e os cientistas representavam no mundo de hoje que fazia a graça do primeiro game.

     Falando um pouco da parte técnica de Assassin's Creed, a trilha é muito boa, mas sem maiores destaques ou críticas. Quanto aos gráficos, são lindíssimos. Não foram poucas as vezes em que pessoas que me viam jogando acreditaram se tratar de um filme. Já a jogabilidade está ótima, para não dizer excelente. Somente algumas vezes que você quer correr e Altair, por estar muito próximo de uma parede, se gruda nela pensando que deveria escalá-la.

     Agora vou confessar uma coisa: só comecei a jogar Assassin's Creed três anos depois de lançado, e ainda comecei pelo segundo. Um dos motivos para eu demorar tanto para jogar os games desta série foi a jogabilidade em mundo aberto. Sempre fui adepto de jogos em que você parte de um ponto e já sabe onde deve chegar. Outro aspecto que me distanciou destes jogos foi a característica dele tornar o protagonista um praticante de Le Parkour, podendo percorrer os distritos por solo ou pelos telhados, mas mudei radicalmente de opinião.

Parece que já era, irmão...
     Para quem nunca jogou (duvido, mas talvez ainda haja alguém nesta situação), o jogo lembra Prince of Persia pelo estilo de jogabilidade, o que para mim não era boa coisa. Mas repensei meu conceito depois que joguei Castlevania: Lords Of Shadow e vi o quanto é interessante o Le Parkour em um jogo pela sensação de ausência de limites que ele oferece. Além das habilidades acrobatas de Altair, o personagem ainda possui movimentos estilosos (quase ao estilo Devil May Cry) em sua postura, no seu jeito de andar e na manipulação de armas.

     Para finalizar, os diálogos são muito inteligentes, porém, tive que assisti-los legendados em português pelo youtube. As missões são interesantes até o ponto em que se tornam repetidas. Eu explico: o começo arrasador e o final intrigante são pontos de destaque, mas as missões que fazem parte do desenvolvimento do game são repetidas à exaustão. Apesar de todas as inovações que este jogo trouxe à indústria de jogos, é só a partir do segundo game da franquia que sua fama se sustenta, e eis o nome do cara que rompeu todos os
limites: Ezio Auditore da Firenze.

TRAILER E3: Assassin's Creed

26 de novembro de 2011

Saint Seiya - A Gigantomaquia (livro)

     Dentro do universo dos Cavaleiros do Zodíaco, muitas histórias paralelas foram criadas, agregando ainda mais valor ao anime. Além da série clássica, que corresponde à cronologia oficial dos eventos, a história de Saint Seiya também teve suas histórias paralelas. Dentre elas, foram cinco filmes lançados, algumas "side-story" publicadas, os mangas Episódio G e Lost Canvas, além do livro Gigantomaquia - vol. 1: A história de Mei; vol. 2: A história de sangue.

     Confesso que li ambos e que não pretendo lê-los novamente. Não que a história seja ruim, mas só comprei porque faz parte da lista de produtos oficiais da série. Como todo bom livro, sua linguagem é mais elaborada, bastante diferente do que me acostumei a ler em um manga. A escassez de figuras, elemento comum em livros, também ajudou a consolidar a minha dificuldade em aceitá-lo. Mas como disse anteriormente, li os livros, duas vezes cada um para ser exato, e não perdi a oportunidade de escrever um resumo para que eu me lembrasse da história sem ter que precisar relê-lo.

     Resolvi, então, compartilhar com vocês o mencionado resumo, muito fiel ao livro e seus capítulos.

A GIGANTOMAQUIA
 
A HISTÓRIA DE MEI
 
                                           ORESTES
 
Shun e Nicol, Cavaleiro de prata de Altar e mestre interino do Santuário após a morte de Saga, estão no Odeon de Atenas, um teatro a céu aberto, e assistem à trilogia Orestéia, escrita por Ésquilo. Quando estava na segunda parte da peça, um sujeito mascarado e disfarçado de ator entra em cena e comete dois assassinatos no palco. Começa então um grande tumulto entre os espectadores e, no meio da bagunça, o assassino se dirige até Shun e tenta atingi-lo com a mesma espada que havia matado os atores, mas rapidamente as correntes de Andrômeda aparecem e o defendem. O sujeito mascarado então golpeia Nicol para desviar a atenção do cavaleiro de bronze para depois fugir no meio da multidão.
 
OS SANTOS DE ATENA
 
Yuuri, oficiante auxiliar da Constelação de Sextante, está no observatório do Santuário e de repente é surpreendida por um invasor que se aproxima por trás e a ataca com um soco no abdome, deixando-a inconsciente.
Seiya percorre o Santuário e ouve gritos. Quando ele corre para identificar o que estava acontecendo, depara-se com três soldados do Santuário mortos e logo surgem os Gigas Ágrios, a força brutal; Toas, o relâmpago célere; e Pallas, o parvo. Kiki também aparece depois e por telecinese leva a armadura de Pégaso até Seiya. Os três Gigas entram em combate com o cavaleiro de bronze, mas o invasor misterioso surge trazendo Yuuri inconsciente consigo e informa que eles devem partir. Antes de sumir, Toas diz a Seiya que se quiser revê-la, terá que enfrentá-los na ilha de Sicília.
Seiya, Shun, Nicol e Saori se reúnem na sala do mestre e discutem a presença dos gigas no Santuário e acham muita coincidência o incidente no teatro e o seqüestro de Yuuri. Seiya lembra que os invasores mencionaram que iriam para a Sicília e Nicol ordena a Kiki que se tele-transporte para lá e traga um guia. Imediatamente ele está de volta e trás consigo Mei, um dos órfãos ainda vivos que foi enviado para treinamento, assim como Seiya e os outros cavaleiros de bronze.
  
SICÍLIA
 
Nicol pilota o avião em direção à Sicília levando Seiya, Shun e Mei, que aproveitam o percurso para conversarem sobre suas vidas a respeito de todos estes anos em que estiveram separados.
Eles chegam à ilha e Mei conta um pouco das origens e características da Sicília, quando são surpreendidos pela aparição dos três gigas e do líder deles, o sumo sacerdote Encélado.
Os gigas trocam insultos com os cavaleiros de bronze e Seiya inicia uma luta com Ágrios. Seiya não tem êxito com seus meteoros e recebe do Giga o golpe ‘Pressão de Penhascos’.
Nicol retorna ao Santuário e Saori lhe diz que pediu a Kiki que entrasse em contato com os outros cavaleiros de bronze. Toas ameaça Shun que se protege com as correntes de Andrômeda e se prepara para o combate.
Yuuri acorda e está amarrada sob a guarda de Encélado. Os dois estão no Santuário dos gigas, dentro de uma caverna subterrânea sob o monte Etna, protegida pela redoma de Flegra, que tem como característica absorver o cosmo de quem invadi-lo.
 
RESSURREIÇÃO
 
Seiya está em combate com Ágrios e após receber por duas vezes o golpe ‘Pressão de Penhascos’, evita a terceira tentativa do giga, eleva seu cosmo e lança mais uma vez seus meteoros, finalizando a luta com o ‘Turbilhão de Pégaso’.
Shun ainda luta com Toas e mantém postura defensiva no combate. O giga então utiliza sua técnica ‘Golpe Voador’ e consegue destruir as correntes que defendiam Shun. Muito próximo da derrota, o cavaleiro de bronze é salvo pelo amigo Hyoga que aparece e só precisa lançar uma vez o ‘Pó de Diamante’ para derrubar o inimigo.
Seiya, Mei, Shun e Hyoga se reencontram no topo do monte Etna, perto da cratera que está há muito tempo inativa e descem juntos para alcançarem um enorme cosmo que sentiram vindo lá debaixo. Chegando lá, todos se surpreendem com o brilho das paredes que tornam a caverna subterrânea bem iluminada. Também sentem que o interior da gruta parece pulsar, mais parecendo estarem dentro do corpo de algum ser vivo.
Os quatro chegam a uma enorme sala após atravessarem os largos corredores da caverna e encontram Yuuri do Sextante e Encélado próximos a um altar. Logo depois, surgem também Ágrios, Toas e Pallas que simularam suas derrotas. O sumo sacerdote dos gigas então revela que o cosmo dos cavaleiros está sendo transferido para as paredes da gruta e inicia o ritual de ressurreição de Tífon, o último e mais poderoso dos gigas, que se apossa do corpo de Mei para voltar à vida.
Encélado diz que será realizado um ritual para transferir a energia do cosmo dos cavaleiros para Tífon, que ainda está fraco. Para isto, é necessário o sangue deles, e Tífon então ergue suas mãos buscando as gargantas de Shun e Hyoga, quando Atena aparece e evita que sejam mortos. Encélado avisa Tífon que o corpo de Yuuri será oferecido a ele e Atena mais uma vez se adianta e não permite que a oficiante seja atingida.
Ágrios e Toas oferecem seus sangues para fortalecer Tífon e Encélado oferece seu corpo para que ele possa completar sua ressurreição. Durante o processo de passagem da energia de Tífon, do corpo de Mei para o de Encélado, Mei recupera a consciência e pede para Atena que o sacrifique para que seja interrompida a transferência. Pallas então atinge Mei pelas costas e Tífon consegue concluir o processo. Tífon então lança seu ataque contra Mei, mas Atena o repele. Com o choque de energias, surge perante todos a armadura de Coma Berenices. Mei é o dono dela, e após vesti-la, atinge Tífon com um golpe. O giga então admite que não está totalmente recuperado e inicia a erupção do Etna, adiando o confronto final entre os guerreiros de Atena e os gigas.
 
INTERMISSÃO
 
Uma semana depois que Tífon desapareceu após a erupção do Etna, os três cavaleiros de bronze conversam com Nicol, que conclui que Mei já era manipulado há muito tempo pelos gigas, sendo inclusive o responsável pelos assassinatos no teatro Odeon. Enquanto os quatro discutem sobre os acontecimentos, Yuuri e Mei ainda se recuperam dos ferimentos.
    
 
A HISTÓRIA DE SANGUE
 
EQUIDNA
 
No Santuário, Saori e Tatsumi, ex-mordomo de Mitsumasa Kido, visitam o quarto em que Mei descansa após a luta com Tífon e conversam sobre a infância e a situação privilegiada dele em comparação aos outros órfãos e a sua decisão de também partir em treinamento, assim como os outros garotos que tinham essa obrigação, para conquistar a armadura.
Nicol entra no quarto e exercendo sua função de Grande Mestre substituto do Santuário legitima Mei como um cavaleiro de Atena da constelação de Coma Berenices, cuja armadura era negra e não pertencia a nenhuma das hierarquias dentre as três existentes.
Tífon e Pallas estão refugiados no Calabouço do Tempo Estagnado aonde Equidna, metade mulher e metade serpente, gera em seu ventre o corpo definitivo de Tífon. Surgem depois três filhos do giga: Orthos, o cão bicéfalo; Quimera, a fera pluriforme; e Ladon, o dragão de cem cabeças.
 
COMA
 
Os cavaleiros de bronze foram enviados para determinadas regiões da Europa e buscam pistas sobre a localização do novo Santuário de Tífon. Nicol se baseou nos poemas gregos para conseguir informações sobre os gigas, já que suas façanhas nunca foram descritas nos registros históricos.
Yuuri e Mei estão no observatório, porém, desde a erupção do Etna, a atmosfera do planeta está coberta por uma densa névoa que dificulta até mesmo a passagem dos raios solares ou a visualização das estrelas. Yuuri então pergunta a Mei se ele não se recorda dos planos de Tífon enquanto teve seu corpo dominado pelo giga, mas ele não consegue se lembrar de nada.
Os dois vão à biblioteca do Santuário pesquisar nos livros históricos informações sobre a Gigantomaquia, mas não encontram nenhum registro.
Atena se preocupa com o tempo já gasto para encontrar Tífon pois a demora para achá-lo o ajudaria a recuperar ainda mais seu real poder e Nicol pede a Kiki que entre em contato com Shiryu.
Shun, que havia sido encarregado de investigar a península da Anatólia, na Turquia, foi surpreendido pela presença do cosmo de três gigas que ele não conseguiu identificar de quem eram. Em perigo, numa tentativa de alertar o Santuário, Shun grita o nome de Atena enquanto os três gigas avançam sobre ele.
Atena e Nicol conversavam na sala do mestre quando, de repente, aparece diante deles um pedaço da corrente de Andrômeda que havia atravessado a fronteira dimensional para chegar até ali. Na mesma hora, os dois compreenderam que Shun estava em perigo. Shiryu e Mei subiam juntos as escadas dos doze templos zodiacais, mas um barulho vindo da biblioteca os mobilizou para ir verificá-la. Chegando lá, eles encontraram Yuuri morta e o giga Pallas. Mei então veste sua armadura e ameaça matá-lo, mas Shiryu o impede. Eles tentam obter de Pallas informações sobre Tífon, mas ele pronuncia o nome sagrado do seu líder e recebe como punição à morte. Nicol depois informa os dois sobre o perigo que Shun estava correndo e o paradeiro de Tífon.
 
SANGUE
 
Seiya, Hyoga, Nicol e Mei prestam uma última homenagem a Yuuri, no cemitério do Santuário.
Nicol se reúne a Seiya, Hyoga e Shiryu para irem ao resgate de Shun, enquanto Mei já havia saído na frente e sem avisar ninguém por se sentir o culpado pelos últimos acontecimentos. Nicol também convoca os cavaleiros de bronze Nachi, Ban, Ichi, Geki e Jabu para tomarem conta da deusa e do Santuário na ausência deles. Saori ainda oferece algumas gotas do seu sangue para proteger as armaduras dos cavaleiros do campo de força que suga o cosmo, dentro do Santuário de Tífon.
Seiya, Hyoga, Shiryu, Nicol e Kiki, que os tele-transportou, chegam à região da Anatólia e Nicol diz que existe um poema que conta uma história chamada ‘A morada de Typhoeus (Tífon)’, descrita nesta região e que revela a existência de Equidna, a esposa do giga. Kiki permanece no local enquanto os outros quatro seguem em busca do novo Santuário dos gigas.
Eles ouvem um ruído e de repente o solo cede. Todos caem na profunda cratera que se abre e se separam nos corredores do templo subterrâneo. Hyoga se encontra com o Giga Orthos, o cão bicéfalo, e Seiya é ameaçado pelo giga Quimera, a fera pluriforme.
Shiryu e Nicol ainda estão juntos e quando avançam pelo labirinto, encontram Mei caído. Nicol instintivamente corre para ajudar o amigo, mas recebe um golpe pelas costas, executado por Ladon, o dragão de cem cabeças. Ainda assim, em seus últimos momentos, consegue revelar a Mei que o destino de sua estrela guardiã é dele se tornar o homem responsável pelo selamento de Tífon. Shiryu então dá cobertura para Mei prosseguir e inicia uma luta contra o giga.
 
CRONOS
 
Seiya tem muita dificuldade em sua luta contra Quimera. O giga ataca com seu golpe ‘Rampantes da Lâmina’ aplicado pela sua espada flamejante e se defende de todos os meteoros lançados por Seiya com seu escudo, e numa tentativa de utilizar o ‘Turbilhão de Pégaso’, Seiya se queima todo ao tocar a ardente armadura de Quimera. Como último recurso, o cavaleiro de bronze reúne todas as suas forças para lançar um único e concentrado golpe; o ‘Cometa de Pégaso’. Assim, ele consegue atingi-lo em cheio e o giga é derrotado, porém, Seiya não encontra mais o corpo de Quimera, mas apenas a armadura vazia.
O cavaleiro de cisne também está em pleno combate contra o giga Orthos. Hyoga criou um campo congelado para obter vantagem em seus ataques, mas Orthos escurece a iluminada caverna e se posiciona de modo a atacar Hyoga a distância. Ele utiliza a técnica ‘Saphiros Enedora’ para controlar mentalmente dois cães que avançam e mordem o corpo do cavaleiro de cisne. Após receber alguns ataques sem precisar a localização dos animais, Hyoga consegue detectá-los pelo som que faziam ao se deslocarem pela fina cortina de gelo criada pelo cavaleiro de cisne que depois acorrentou os cães com o seu ‘Círculo de Gelo (Kalitso)’. Neste momento, a luz retornou ao ambiente e o cavaleiro de bronze lançou o golpe ‘Kholodnyi Smerch’ que congelou Orthos, mas para sua surpresa, ele se transformou no cão bicéfalo da mitologia, um enorme cão de duas cabeças exalando maldade. Hyoga então precisa utilizar a técnica ‘Execução Aurora’ e congela tudo o que estava presente naquele recinto.
Shiryu lança o ‘Cólera do Dragão’ para conter Ladon enquanto espera Mei se dirige ao corredor que o levará até Tífon. Ladon então se recupera, comenta que ambos os dragões desta luta são regidos pela mesma constelação e depois aplica o golpe ‘Polyolkya’ que cria uma ilusão na mente do cego Shiryu, que tem a visão de seu espírito sendo devorado. Depois, Ladon atira uma onda de choque para destruir o corpo de Shiryu, que mesmo paralisado, ainda consegue mover seu escudo para se defender do ataque. Ele explica que pelo fato de lutar pelos amigos, o seu espírito nunca se enfraquece justamente por saber que existem pessoas que confiam nele. Começa então a retirar sua armadura e lança mais uma vez o ‘Cólera do Dragão’, que desta vez consegue derrotar Ladon.
O espírito de Mei se encontra com Seiya e depois com Hyoga para se despedir deles antes de ir confrontar o poderoso giga Tífon. O altar maligno que aprisiona a mulher-serpente grávida estremece e o Casulo do Tempo que envolve Equidna está próximo de se romper. Tífon devora o cosmo de seus três filhos e se fortalece ainda mais, quando, neste momento, Mei chega para enfrentá-lo.
Sentindo que o selo de Atena ‘Calabouço do Tempo Estagnado’ está próximo de ser completamente removido, Mei avança rapidamente em direção a Tífon. O giga então desfaz a redoma de Flegra e absorve a energia liberada para se tornar ainda maior e mais forte. Sem técnicas ou habilidades, ele balança as mãos para lançar chamas e relâmpagos e dá chutes que provocam ventanias e ondas de vácuo na tentativa de derrubar Mei, mas o cavaleiro consegue se defender em todas as tentativas do giga graças aos dois escudos de sua armadura. Tífon então exala sua energia vital ‘Kiai’ criando uma onda de destruição assassina que atira Mei contra a parede, destruindo sua armadura e escudos e arrancando inclusive a perna esquerda do cavaleiro, que nem sangra mais devido seu combate anterior contra Ladon. Mei está visivelmente morto e só está de pé pela grandiosa vontade de Atena e pelo destino da constelação que o guia.
O Casulo Temporal enfim se rompe e Tífon inicia o processo de transferência de sua aura para o seu novo e definitivo corpo. Mas antes que consiga realizar a operação, o altar em que se encontra Equidna é envolto em chamas e se consome pelo golpe flamejante de Ikki, a ave Fênix. Tífon não se conforma com a perda e se transforma num Tufão que ameaça destruir tudo que estiver presente. Mei pede a Ikki que fuja daquele lugar com Shun e o deixe sozinho para encerrar a onda de temor que Tífon ousava despertar nos homens. Após a saída dos irmãos, a peculiar armadura de Coma Berenices solta alguns fios de oricalco que recolhem a perna arrancada de Mei e a re-costuram no corpo do cavaleiro, fechando suas feridas. Mei, já vestindo a armadura, consegue controlar os fios que ela soltava e parte na direção de Tífon.
 
DEUS EX MACHINA
 
A armadura de Coma Berenices lança milhares de fios cortantes até todo o traje se desmanchar, e os fios então se agrupam ganhando a forma de um casulo que aprisiona Tífon e Mei. O giga zomba do cavaleiro e diz que o Casulo do Tempo não o manterá preso por mais que dez mil anos, mas Mei está satisfeito pois cumpriu o seu destino.
A atividade vulcânica que se manifestava em diversos pontos do planeta foi interrompida. Hyoga retorna para a Sibéria e Shiryu para os Cinco Picos Antigos, na China; Ikki desaparece mais uma vez pelo mundo enquanto Seiya e Shun permanecem no Santuário. Atena olha para as estrelas e compreende que o seu destino de deusa é zelar pelo Amor e pela Justiça sobre a Terra.

 

23 de outubro de 2011

Animes que você deve assistir: Hunter X Hunter

     Dentre os animes que já assisti e recomendo, um deles é o Hunter X Hunter. Com seus 92 episódios, trata-se de um desenho que faz mais a linha infantil, mas que agrada pela forma como conduz os eventos. O anime é dividido por sagas e os episódios devem ser assistidos sequencialmente, pois seguem uma cronologia, em que as cenas finais de um sempre coincidem com o início do próximo.

     A história basicamente gira em torno de quatro garotos que se conhecem por acaso, tendo em comum o desejo de conquistar a licença de caçador. Com intenções bem diversas quanto ao interesse pela licença, Gon, Leorio, Kurapaica e Killua se unem para enfrentar os desafios do ‘Exame Hunter’, ao mesmo tempo em que vão sendo revelados os segredos que cada um esconde.

     Gon é uma criança que nunca conheceu o pai, mas, ao descobrir que ele saiu de casa para ser Caçador (Hunter), resolveu seguir seus passos para um dia encontrá-lo. Leorio é um estudante de medicina que precisa de dinheiro para pagar o curso. Kurapaica, apesar da aparência serena, vive para se vingar do grupo conhecido como a “Aranha” (seus membros são identificados por uma tatuagem de aranha), responsável pelo extermínio do seu clã. Killua é uma criança, assim como Gon, que só quer se divertir, apesar de pertencer a uma família de assassinos profissionais.

Killua, Leorio, Gon e Kurapaica

     Além dos personagens, as sagas também são muito legais. Começa com o torneio pela licença de caçador – Exame Hunter, depois segue com a história secreta de Killua – Família Zoldick, aí vem outro torneio, quando Gon e Killua aperfeiçoam suas habilidades – Arena Celestial, aí vem a saga York Shin, que se funda na vingança de Kurapaica contra a “Aranha”, e “conclui” com uma competição muito criativa, inspirada em jogos de cartas, estilo RPG - "Role Playing Game"– Greed Island ou A Ilha da Ganância.

     Com exceção da saga York Shin, que por sinal é cheia de personagens interessantes, mas que, em minha opinião, teve uma história muito sem noção e sem graça, todas as demais sagas são excelentes. Porém, até o ponto em que acompanhei, o vilão maior da história não ficou bem identificado, mas é notável que a “Aranha” tem o papel de maior destaque quando é preciso se apontar qual é o lado do mal neste anime.
 
 
Membros da "Aranha"

     Porém, infelizmente, Hunter X Hunter ainda não foi concluído, e, inclusive, agora está sendo refeita a série desde o início, porém, com traços que evidenciam a evolução da tecnologia atual nas animações. Comecei então a ler o manga para acompanhar a continuação da história após os eventos do último episódio, mas não teve a mesma graça que assistir ao anime. Na nova saga, chamada de Quimera Ants (Formigas Quimeras), só tive tempo de ver que iniciou mais um torneio, mas deixei de seguir o manga desde então.

     Em suma, para mim é um anime que possui a premissa básica do entretenimento, que diverte e que prende a nossa atenção para seguirmos acompanhando os episódios. Não aprenderemos nada sobre alquimia, ninjutsos ou mitologia grega. É a pura descrição da diversão pela diversão. Imperdível.