30 de setembro de 2012

ASSASSIN'S CREED 3

Falta menos de um mês para o lançamento deste incrível jogo e não preciso nem dizer o quanto estou ansioso por esta sequência, agora dublada em português do Brasil.

O melhor jogo já produzido e agora em nosso idioma. Tomara também que seja em 3D, pois já comprei uma tv com suporte a esse recurso. O som também já está no ponto.

Tem tudo para ser o jogo do ano.

Para quem não gosta de video game, não é tarde para começar a jogar, mas para quem curte e não conhece o jogo, toma vergonha na cara e começa a jogar desde o primeiro Assassins Creed.

Para encerrar, um video em CG, como já é tradiçao da UBISOFT, e um com a jogabilidade.






31 de agosto de 2012

Animes que você deve assistir: Fullmetal Alchemist Brotherhood


 
O anime tem início com o drama dos irmãos Elric, que buscam com todas as suas forças recuperar seus corpos. Edward é o mais velho (apesar de não parecer) e perdeu uma de suas pernas e um braço, enquanto que Alphonse (o da armadura) perdeu todo o seu corpo.

Tudo começou no momento em que o pai deles abandonou a família, quando ainda eram pequenos, e, pouco tempo depois, apenas piorou ao ficarem completamente órfãos, com o falecimento da mãe. Foi então que Edward decidiu aprender alquimia com a intenção de trazer sua mãe de volta à vida, porém, para isso, ele precisaria violar o maior tabu existente dentro das leis da alquimia: a transmutação humana.

A experiência foi um desastre e, como consequência, além de não recuperarem a mãe, os irmãos ainda sacrificaram seus corpos. Apesar do fracasso, Edward teve uma visão muito real de como era o “outro lado” no momento em que estava quase morrendo, mas conseguiu retornar e salvar a alma do irmão na armadura por meio de alquimia. Pode-se dizer que esta “visão” foi o elo que auxiliou a dupla a cada vez mais compreender os meios necessários para conseguir atingir seus objetivos.

Um dos elementos-chave deste anime, além da própria alquimia, é a pedra filosofal. Diz-se que ela é capaz de aperfeiçoar qualquer alquimia e inclusive seria a única maneira possível de trazer seus corpos de volta, mas isso seria a custa de muitas vidas, como tristemente descobriu Edward.
 
Edward (frente) e Alphonse (fundo)
 
Na verdade, questões morais aparecem a todo o momento neste anime, deixando-nos até desconcertados com tamanha indiscrição do autor em abordar certas questões éticas e, literalmente, tabus na sociedade. E é aqui que entra outro conceito bastante retratado nos episódios: a troca equivalente. Até que ponto nossos interesses pessoais devem estar acima dos de nossos irmãos? Em que ponto uma amizade pode nos atrapalhar de perseguirmos um objetivo?

Edward é um talento nato, sendo conhecido com Fullmetal, ou alquimista do aço, justamente por seu braço ter sido substituído por uma prótese. Ele é capaz de produzir alquimia sem um círculo de transmutação. Seu irmão também é muito habilidoso, mas está longe de ser um talento. A grande diferença existente entre os dois é que o primeiro possui o título de Alquimista do Estado, maior certificação possível para aqueles que manipulam alquimia.

Esta certificação é conferida pelo exército, que, por sinal, possui grande responsabilidade sobre todos os acontecimentos da trama. A maioria dos personagens principais pertence ao exército, cuja função é defender a justiça, apesar de que alguns preferem usá-lo de fachada para facilitar seu envolvimento com os inimigos. É um jogo de traição e conspiração a todo o momento, mistério atrás de mistério, com muitos enigmas e soluções, o que torna este anime bastante envolvente.
 
 3 vilões à esquerda, 7 mocinhos à direita
 
Mas, falando de vilões, os verdadeiros inimigos do anime são os homúnculos, cujos nomes remetem aos sete pecados capitais. Em poucas palavras, são  seres criados em laboratório, semelhantes a humanos, mas com habilidades especiais únicas, além do fato de serem "imortais". Para completar a ação, em certo momento, o pai dos irmão Elric retorna de seu exílio e uma sucessão de reviravoltas acontece.

Sinceramente, quando comecei a assistir, acreditei se tratar de mais um anime infantil e bobo, mas me enganei muito. Extremamente recomendado para jovens e adultos, trata de assuntos bem sérios ao mesmo tempo em que faz piada de seus próprios personagens. Não entrei muito em detalhes sobre o enredo para não estragar a surpresa, mas tenho certeza que todos aqueles que querem ver algo diferente, que nos faça realmente refletir, estarão bem servidos com esta obra.

ATENÇÃO:

Existe Fullmetal Alchemist, não baseado no manga, e Fullmetal Alchemist Brotherhood, baseado no manga. Minha análise se refere ao segundo. Também assisti ao primeiro, mas confesso que não curti tanto. Talvez seja implicância minha, já que os primeiros episódios são bastante similares, mas, depois de algum tempo, ambos tomam rumos tão diferentes que parecem até fazer parte de mundos paralelos, além do fato que a primeira versão não conclui nada (ainda não assisti ao filme que dizem corresponder ao verdadeiro final) enquanto a segunda encerra a série de forma inteligente e decente. Opinião minha.
 

28 de julho de 2012

Os Cavaleiros do Zodíaco: Batalha do Santuário – PS3



Antes de mais nada, gostaria de deixar claro que eu sou completamente louco pelos Cavaleiros do Zodíaco e costumo comprar tudo que existe da série, no entanto, sempre senti a falta de jogos para videogame, já que esta é outra paixão minha. Com o anúncio do lançamento de Saint Seiya Senki para 23/11/11, exclusivamente para Playstation 3, não tive dúvidas em comprar o console o mais rápido possível para adquirir o quanto antes este jogo.

Porém, com a notícia da versão nacional do jogo, batizada no Brasil como Os Cavaleiros do Zodíaco: Batalha do Santuário, tive de conter os meus ânimos e ser paciente, e a espera foi longa, mais precisamente 6 meses e 26 dias. Enfim, em 18/06/12 coloquei o jogo para rodar, mas admito que somente dediquei 100% do tempo ao game a partir de 14/07/2012, por conta dos estudos e de outros jogos ainda pendentes que me ocupavam a cabeça.

Agora, falando do jogo efetivamente, quando peguei para jogar foi bastante intenso, e posso assegurar que este é o melhor jogo dos cavaleiros já lançado. Sim, mas isso não o impede de ser pormenorizadamente avaliado por mim em meus critérios extremamente rigorosos. Eu disse que foi o melhor já produzido, mas ainda está longe da perfeição. Aproveito então o espaço para pontuar elementos do game que são dignos de merecer elogios e outros que eu reprovo.

Gráficos:

As armaduras dos cavaleiros estão lindíssimas. Atrevo-me até a dizer que estão perfeitas. No entanto, aquilo que está por baixo delas, ou seja, os personagens, não estão no mesmo padrão de alto nível, principalmente as pernas e os braços, que chegam a ser feios, enquanto que os rostos estão bons. Já os cenários, não tenho do que reclamar. Definitivamente, estão medianos, mas bem feitos.

Honestamente, fico ressentido em nem terem experimentado criar um jogo dos cavaleiros com os gráficos em Cel Shading, dando ar de anime, como os da série Naruto. Não estou dizendo que é melhor nem que é pior, mas gostaria de ver como ficariam. No ensejo, também penso que seria legal inserir cenas do anime para contar a história do jogo, fato que não acontece.

Áudio:

Sobre o som, admito que passei muita raiva de início, mas já superei bastante a indignação por não optarem pela trilha original do anime. Imagino que os direitos autorais devam ter sido um empecilho neste quesito. Aprendi a apreciar um bom sistema de áudio a partir de outros jogos que conheci e percebi o quanto eles ajudam a criar um bom clima no jogo, e as músicas utilizadas aqui até que são animadas, mas estão longe de serem dignas de aplausos.

Quanto a dublagem dos personagens, não tenho do que reclamar dos dubladores japoneses (afinal, não entendo nada mesmo). Contudo, uma dublagem nacional daria um impacto fantástico no jogo. Mas, sendo sincero, acho que ainda não era a hora certa para uma dublagem local, pois um jogo mediano merecia no máximo legendas mesmo, e ficaram ótimas. Agora, sobre a dublagem japonesa, obviamente que eu não entendo nada, mas garanto que há muita empolgação na forma como os golpes são executados. Merece totalmente os meus elogios.

Personagens e Técnicas:

O elenco está como se esperava de um jogo baseado na saga das doze casas, mas com alguns acréscimos inusitados: Seiya trajando a armadura de Odin, Sorento de Sirene e Kanon de Dragão Marinho, entre outros. Para mim, foi mais um motivo para acreditar que em breve possamos ver um novo jogo a ser baseado na saga de Asgard ou de Poseidon (ou ambos, por que não?). Todos os cavaleiros estão bastante fiéis aos originais, com todos os golpes que os caracterizavam na série e outros para dar mais profundidade aos personagens.

Para quem jogou à exaustão os jogos de PS2, este está infinitamente melhor neste aspecto, desde os golpes normais durante o jogo até os especiais. Por sinal, achei muito mais interessante tornar os golpes especiais algo menos frequente, pois, do contrário, acabavam se tornando um golpe comum a ser ativado a todo o momento. Os especiais estão lindos de se ver. Facilmente a gente consegue perceber que o pessoal que produziu o game acompanhou de perto a série.

Ainda, para quem acompanha a série, existem muitas sutilezas que fazem muita diferença na hora de se dar valor ao jogo. Os cavaleiros elevando o cosmo e realizando aquelas posturas clássicas do anime estão perfeitas. Pensa no Seiya movimentando as mãos formando a constelação de pégaso enquanto enfrenta o Cássius no primeiro episódio: sensacional. Além disso, pequenos detalhes, tais como Máscara da Morte pisoteando seu adversário caído, exatamente como aconteceu na luta entre ele e o Seiya na fase Santuário – Hades, fazem toda a diferença para os fãs mais assíduos. A perfeição com que retrataram as técnicas de cada personagem em comparação com o que conhecemos do anime foi o que houve de melhor neste jogo.

Jogabilidade:

O jogo é dinâmico e rápido na medida certa, mas com uma ressalva: quando a tela se enche absurdamente de inimigos, o jogo se torna meio travado, em câmera lenta, por conta do número de personagens que povoam a tela. Apesar disso, este fato está longe de comprometer a jogabilidade. Os golpes são facilmente aplicáveis com triângulo e quadrado para ataques comuns, círculo e R1 (ou círculo + R1) para golpes especiais, L2 para acionar o sétimo sentido, R2 para elevar o cosmo e L1+R2 para explodi-lo, enquanto que o X serve para pular. Poucos botões que evitam confusão até para os menos experimentados em videogame. Já para executar os especiais que liberam uma animação, basta apertar R2 no momento do ataque do golpe especial, somente realizado com o sétimo sentido ativo.

Contudo, para mim, existe uma pequena falha neste quesito, pois muitas vezes em que a gente quer emendar um sequência de socos e chutes, não há necessariamente alguém por perto para receber a pancada e o nosso personagem acaba acertando o nada. O personagem Shiryu é um dos que mais sofrem com isso, pois, diferente do Seiya, do Hyoga e do Ikki, por exemplo, não possui uma técnica que o permita lançar poderes à distância (o cólera do dragão vai para cima), tornando-o praticamente um cavaleiro especialista em luta corporal. Mas, no geral, os controles do jogo estão muito bons, sendo bastante próximos da perfeição.

Menus:

Aqui, há pouco o que falar. Apesar de estarem bastante claros e simples, tenho uma pequena ressalva, aliás, que me incomoda bastante. O jogo incentiva que a gente realize as missões com todos os personagens, tendo em vista a necessidade de se evoluir o nível deles para se tornarem aptos para enfrentar os inúmeros níveis de dificuldade do jogo, mas os menus não ajudam nesta parte. Quando a gente encerra uma missão, necessariamente deve retornar ao primeiro menu do jogo e seguir cada menu subsequente para conseguir realizar uma nova missão. Não sei se ficou claro. A ideia é o seguinte: você termina uma missão e já quer partir para outra, mas o game te devolve para a tela inicial do jogo. No mínimo, incômodo.

Modos de Jogo :

Quando falamos em Cavaleiros do Zodíaco, a primeira imagem que nos veem à mente é a saga das doze casas. Ok. Realmente ela foi um marco, mas não foi tudo. Quando anunciaram o jogo, ainda em tom de especulação, logo torci para que fossem contempladas diversas passagens do anime, e não somente as lutas contra os cavaleiros de ouro. Primeiro, por que seria apenas uma cópia do jogo de PS2. Segundo, por que gostaria de ver as outras sagas sendo apresentadas nos videogames. Doce engano. Novamente veríamos os cavaleiros de bronze atravessarem as doze casas no modo história e quase nada a mais, mas ficou bom.

Além do modo história, que dispensa detalhes, temos o modo missão, que consiste em um conjunto de percursos em que a gente tem a possibilidade de escolher qualquer um dos cavaleiros para percorrer. Vão desde lutar seguidamente contra alguns cavaleiros de ouro a ter que atravessar em sequência diversos trajetos que levam a alguma das doze casas.

No modo missão, também há o cooperativo, que consiste na escolha de dois personagens (que pode ser o segundo player ou o CPU) que se unem para enfrentar um dos cavaleiros, e o modo sobrevivência. Em tempo, após zerarmos pela primeira vez o modo história do jogo, abre-se a história solo do Aioros, que nada mais é que um resumo rápido e fraco sobre a sua fuga do Santuário, com diálogos inventados e cenas estáticas. Ainda, existem as histórias solo do Aioria, da Marin, da Shina e do Ikki. Admito que a ideia foi boa, mas a execução nem tanto.

Comentários Gerais:

O sistema do jogo consiste em avançar pelas doze casas, enfrentando o exercito de soldados rasos nas escadarias e os cavaleiros de ouro ao final de cada percurso. Quando comparamos com o anime, a diferença é que os cavaleiros de bronze não enfrentavam inimigos enquanto estavam nas escadas, mas pode ter certeza que este acréscimo foi muito bem vindo. Além disso, vários diálogos presentes na série e outros inventados são reproduzidos (em japonês com legendas em português) enquanto atravessamos o Santuário, tornando a experiencia ainda mais próxima daquilo que aconteceu nos episódios.

Ter que percorrer o Santuário para salvar a vida de Atena é uma tarefa prazerosa, desde que seus personagens estejam em um nível adequado ao nível de dificuldade selecionado. Caso contrário, poderia se tornar um tormento. Principalmente pelo fato de que todos os cavaleiros devem ser enfrentados no mínimo duas vezes (aceitável), enquanto que outros são nossos adversários por três vezes (tolerável) e ainda há o cúmulo de termos que lutar contra Máscara da Morte de câncer e o Mestre do Santuário por quatro vezes. Ninguém merece.

No mais, as doze casas do Santuário estão muito bem retratadas, incluindo a Sala do Mestre, o Templo de Atena e Star Hill. Então, minha crítica é justamente para aquilo que não fizeram, ou seja, deixaram de lado todo o resto. Achei que ficou extremamente forçado ver Misty (cavaleiro de prata) e os cavaleiros negros lutando nas doze casas, sendo que poderiam ter recriado um estágio no Vale da Morte (para enfrentar os cavaleiros negros) e uma praia para enfrentar o Misty. Ainda, perderam a chance de criar uma fase extra para abrigar Sorento e Kanon no templo de Poseidon ou Radamanthys no castelo de Hades.

No geral, dentro do propósito do jogo, ele realmente se saiu bem com a proposta de avançarmos pelas escadarias e finalizar o percurso enfrentando um dos cavaleiros de ouro, porém, sinto que poderiam ter criado algo mais próximo de um RPG. Coletar itens, descobrir lugares secretos, criar relacionamentos etc, todos estes elementos se encaixariam perfeitamente no perfil do anime Saint Seiya. Este, contudo, é mais um desejo meu do que uma crítica. Só acho que o potencial da série seria muito melhor explorado se seguissem por este caminho.

E se minhas críticas foram basicamente para aquilo que faltou, meu elogio vai para o elemento que agregou bastante valor ao jogo: as legendas em português. Verdade seja dita, estão (quase) perfeitas. Definitivamente, valeu a pena esperar pela versão nacional. Se você pensar nelas e associá-las às animações que passam na tela, você chega a imaginar que está assistindo a um episódio, passando um filme na sua cabeça. Claro que me refiro aos fãs que já assistiram algumas vezes à série, mas para quem não assistiu, é um privilegiado por poder conhecer esta história por meio de um jogo, ainda que de forma resumida. Por sinal, as animações entre as lutas ficaram muito legais, dando realmente um ar de episódio (apesar de eu ainda preferir que fossem cenas do próprio anime).

Sistema de Evolução:

O jogo possui 8 níveis de dificuldade que vão do Elementar ao Divino, e o nosso sucesso em cada um desses níveis depende do quanto evoluímos os nossos personagens. Para ser sincero, gostei bastante da ideia de adicionar ao game o conceito de levels (níveis), muito utilizado em RPGs, mas achei que a evolução dos personagens poderia ser (bem) mais rápida. Me passa a impressão de que o jogo não rende, afinal, a gente joga por horas e não ganha pontos de experiência suficientes para compensar o tempo dispensado na partida.

Conclusão:

O jogo cumpre bem o seu propósito, sendo o seu maior defeito a falta de ousadia. Para não ser totalmente injusto, os golpes e as armaduras ficaram maravilhosos. Para o próximo jogo, caso haja, inserir a trilha original, dublagem brasileira, cenas do anime, incluir todas as sagas, gráficos em cel shading e um sistema de jogo parecido com games de RPG para mim já bastaria: nota 10 fácil. Enquanto esse dia não chega, entre pontos fortes e fracos, este game até que se saiu bem, mas penso que mereça ser jogado por fãs, por crianças, por colecionadores de trofeus (PS3) e por pessoas não perfeccionistas que só querem se divertir. Qualquer um que não se encaixe neste perfil, pode refletir uma opinião infeliz sobre o jogo.

Entre erros e acertos: [NOTA 7.5]

VIDEOANÁLISE BAIXAKIJOGOS: LINK

19 de junho de 2012

Cronologia de Os Cavaleiros do Zodíaco



CRONOLOGIA DA SÉRIE

Nos últimos anos, Os Cavaleiros do Zodíaco (Saint Seiya no Japão) tem ampliado muito o seu universo, com novos conteúdos que agregam bastante valor à história. A série clássica (nas quais batalham Seiya e Cia. pela defesa de Saori/Atena) agora não é tratada isoladamente, mas possui algumas histórias paralelas, tratadas assim, pois, apesar de oficiais, não são escritas pelo mestre Masami Kurumada, o grande criador de Saint Seiya.

Junto com estes novos tempos de Saint Seiya, novos personagens, novas sagas, novos ambientes e a mesma emoção. Não custa sonhar que algum dia tudo seja devidamente animado, saindo das páginas do manga para os episódios de anime. Porém, no momento, só nos resta torcer pelo sucesso do mais novo empreendimento do autor, Saint Seiya Ômega, para quem sabe termos a esperança desse sonho ganhar a luz do dia.

Tendo essas como minhas considerações iniciais, aproveito o espaço para resumir a cronologia da série de acordo com esses novos episódios e capítulos, visto que muitos novos fãs estão se aventurando na série, enquanto muitos outros deixaram de acompanhá-la e se perderam no tempo em meio a tantos lançamentos.

Para início de conversa, cabe compreendermos que Os Cavaleiros do Zodíaco possui como fonte principal de inspiração a mitologia grega, apesar de possuir referências a muitas outras mitologias, crenças, costumes e obras. Isso não quer dizer que tais indicações sejam utilizadas ao pé da letra, mas existem muitas licenças poéticas, ou seja, adaptações daquilo que conhecemos habitualmente.

HIPERMITO

O Hipermito é o material responsável por iniciar a compreensão de onde surgiram as batalhas que vemos na série e o que elas significam. Confesso que, quando li, percebi imediatamente o real valor de Saint Seiya. Em um primeiro momento, pode parecer somente um texto introdutório, mas, na realidade, trata-se de uma verdadeira lenda, no sentido literal da palavra, com muito potencial, mas que ainda foi pouco explorado.

Pode parecer confuso para quem pouco conhece da série, mas vale a pena, uma vez que percebemos o quanto os nossos dias são somente uma ínfima parte em relação ao tempo de vida do planeta, mas, que apesar disso, não somos insignificantes, pois cada um é capaz de dar a sua contribuição para a construção do futuro (e é justamente esta a poesia de Os Cavaleiros do Zodíaco).

LINK: hipermito 
Esta publicação saiu em uma revista especializada em séries de anime e manga no Japão, em 1988

LOST CANVAS



Trata-se de uma série nova quando comparada aos episódios clássicos, sendo que, na cronologia, refere à Guerra Santa da geração de Dohko e Shion, 243 anos antes dos eventos atuais. Nesta batalha, Tenma (antigo cavaleiro de pégaso) enfrenta Hades, cujo espírito se hospeda no corpo do jovem Alone. Nesta geração, Atena se chama Sasha e, além de terem de enfrentar o deus do submundo, ainda precisam desafiar os deuses gêmeos Tanatos e Hipnos, além dos Juízes e Espectros de Hades.

Para quem não conhece, é mais do que recomendada a série, completa em 25 edições de manga e incompleta em anime, com 26 episódios, que equivalem ao volume 10 no manga. A história é emocionante e perfeita. Uma pena que tenham interrompido a versão animada, que espero, seja uma paralisação temporária.

EPISÓDIO G


Trata-se de outra história anterior aos eventos da série clássica, mais precisamente 6 anos atrás, na geração dos cavaleiros de ouro. Neste episódio, Aioria é o protagonista (cavaleiro de ouro de leão) e conta com a ajuda dos demais para enfrentar uma nova ameaça ao Santuário.

Aqui, Pontos, deus primordial, presente no planeta desde o início dos tempos junto de Uranos e Gaia, liberta os 12 titãs de seu confinamento por Zeus no Tártaro – são eles: Cronos, Hiperíon, Iápeto, Creos, Ceos e Oceano; Febe, Mnemosine, Reia, Têmis, Tétis e Teia – para iniciarem uma invasão ao Santuário e se enfrentarem no Labirinto de Cronos.

Já saíram 19 volumes do manga e parou exatamente na luta final entre Aioria e Cronos, sob o olhar de um personagem misterioso (acredita-se ser Zeus). A intenção do autor é encerrar a história no volume 20, mas somente será retomado para encerramento após uma pausa estratégica devido aos novos capítulos de Next Dimension (a continuação direta da série clássica). Infelizmente, não há expectativa para o lançamento em anime desta saga.

SÉRIE CLÁSSICA

Quando falamos em Os Cavaleiros do Zodíaco, basicamente, estamos nos referindo à série em que Seiya, Shiryu, Hyoga, Shun e Ikki protagonizaram. Lançada em 1986 e tendo completado 25 anos em 2011, trata a trajetória de cinco amigos que, sob o olhar da deusa Atena, lutam pela defesa da paz na Terra. Em síntese, é isso. Porém, evidentemente não se resume a isso.

Começando pelo básico, o universo é regido por quatro deuses: Zeus no céu, Poseidon nos mares, Hades no mundo dos mortos (Inferno e Campos Elíseos - Paraíso) e Atena na Terra. Como acontece com todo poder que é partido, sempre há a ambição de algum dos lados pelo controle total. Seguindo esta premissa, a Terra possui um ciclo que alterna entre períodos de paz e tempos de ameaça, em que os demais deuses (e mesmo outras entidades) buscam assumir o controle sobre o planeta.

Assim, na geração atual, um grupo de jovens foi treinado para se tornar cavaleiros. Na série, eles passam por diversas ameaças, iniciando pelo ataque dos cavaleiros negros, liderados por Ikki. Depois, são os cavaleiros de prata e de ouro, que, enganados pelo mestre do Santuário, ao invés de lutarem pela proteção de Atena, tornam-se adversários.

Com o término deste período de lutas internas dentro do Santuário de Atena, a ameaça vem de Poseidon, que, primeiro manipula Asgard, onde os guerreiros regidos pela constelação de Ursa Maior, sob a proteção de Odin, são levados a medir forças com os cavaleiros. Após estas duras lutas, Seiya e os demais se dirigiram ao Templo Submarino de Poseidon e precisaram enfrentar mais lutas cruéis até serem capazes de selar o espírito do deus dos mares.

Depois de um intervalo de tempo não muito claro na série, a ameaça veio do submundo, quando Hades enviou seus espectros para invadirem o Santuário, culminando com a “viagem” dos cavaleiros pelo território do deus dos mortos, atravessando o Inferno até o destino final, os Campos Elíseos: a morada definitiva de Hades.

Até o momento, nada de oficial foi falado em relação a Zeus e aos demais deuses olimpianos que pudessem servir de conclusão para a história, mas o autor já está se empenhando no manga de Next Dimension, continuação direta da série após os eventos de Hades. Também há uma grande expectativa pelo remake dos episódios clássicos, visto que os traços antigos já não se encaixam nos padrões atuais. Mas isso é algo que possivelmente seja confirmado somente depois do sucesso de Saint Seiya Ômega.

GIGANTOMAQUIA

Este lançamento ocorreu em forma de livro, em dois volumes. Aqui, os cavaleiros de bronze Seiya, Shiryu, Hyoga, Shun e Ikki enfrentam os poderosos gigas. São eventos que, muito provavelmente, seguindo a cronologia oficial, aconteceram no intervalo entre as sagas de Poseidon e Hades da série clássica.

Dispensa maiores esclarecimentos, pois já havia inserido um post acerca deste produto e encontra-se no link abaixo:

NEXT DIMENSION

Após mais de 15 anos sem escrever uma página de manga referente à série Saint Seiya, Kurumada animou os fãs com a tão aguardada sequência, conhecida como Next Dimension. Isso porque Lost Canvas, Episódio G e Gigantomaquia não são de sua autoria. De qualquer forma, enfim os fãs poderiam sonhar em ver uma conclusão digna para a série.

Contudo, apesar de 5 volumes já terem sido lançados no Japão (4 no Brasil), esta nova série ainda não deslanchou, tanto na quantidade quanto na qualidade. No primeiro aspecto, me refiro ao número reduzido de capítulos que saíram, principalmente se levarmos em conta que Lost Canvas foi lançado junto e já encerrou. Quanto ao quesito qualidade, confesso que esperava mais, pois parece uma cópia descarada da saga das doze casas do Santuário.

Outra crítica (até que o Kurumada nos prove o contrário) é o fato de que Cronos leva os cavaleiros ao passado, mas ele não menciona nada acerca dos eventos do Episódio G, em que os cavaleiros de ouro enfrentaram este mesmo deus/titã. No ensejo, eles retornam ao tempo da última Guerra Santa contra o exército de Hades, porém, com eventos totalmente diversos daqueles contados pelo Lost Canvas. No mínimo, uma grande incoerência, mas que ainda pode ser explicada e, por isso, deixo esta crítica em aberto. O certo é que até o momento, nada de Zeus.

ÔMEGA

Para encerrar esta seção cronológica de Saint Seiya, a série Ômega foi lançada em 01 abril 2012, sendo a mais nova aposta de atrair mais fãs infantis e, consequentemente, levá-los a se interessar pela série clássica e Lost Canvas (ambos com temática mais jovem) no futuro.

Aqui, a história se passa tempos depois da conclusão da série (que na verdade nem aconteceu ainda), partindo do princípio que Seiya e os demais cavaleiros de bronze tiveram êxito em defender a Terra dos ataques de Zeus e dos deuses olimpianos. Em Ômega, o planeta é assolado por uma nova ameaça, que até o momento responde pelo nome de Marte (apesar de evidências de que este seja apenas um peão para o verdadeiro inimigo).

Seiya e os demais são considerados cavaleiros lendários e a incumbência de defender Atena desta vez é de um novo grupo de jovens, formados cavaleiros a partir do Centro de Treinamento Palaestra. O grupo principal é formado por Kouga de pégaso, Souma de leão menor, Haruto de lobo, Ryuho de dragão e Yuna de áquila/águia.

Este anime não possui um manga que lhe seja correspondente. Além disso, sua temática infantil ao extremo leva os fãs antigos a se interessarem pelo desenho somente para reconhecer os cavaleiros lendários nesta nova versão de Saint Seiya.

Não apenas os personagens que defenderão Atena são outros, mas vários conceitos consagrados da série foram completamente transformados. As armaduras mudaram, os elementos da natureza passaram a explicar o cosmo, o Santuário foi destruído (difícil de engolir), os golpes mudaram (pelo menos os cavaleiros de ouro até agora apresentados não recriaram as técnicas dos clássicos), entre outros.

Em suma, confesso que só assisto por se tratar da continuação da série que mais estimo, mas ainda estou esperando mais ação e emoção, que tenho certeza que virá com o tempo.

31 de maio de 2012

O Universo de Assassin's Creed


Nos últimos meses, resolvi passar para o blog a experiência que tive com os jogos de Assassin's Creed e não reservei palavras para expressar o quanto esta série se fez grandiosa na minha vida. E digo mais: não são apenas os games os responsáveis pelo ótimo enredo, mas todo o conteúdo criado em torno de Assassin's Creed - jogos para computador, celulares, PSP, livros, HQ, filmes, animações etc.

Tendo em vista a contribuição que muitos deles tiveram para a construção e expansão da história, gostaria de aproveitar a oportunidade e comentar alguns desses produtos, alguns dos quais eu possuo, enquanto que outros eu apenas conheci pela internet. Cabe ainda mencionar que cada produto, de certa forma, conta a história apenas por uma perspectiva: a guerra vista pelo lado dos assassinos ou pelo dos templários.



PONTO DE VISTA DOS ASSASSINOS


A partir de Assassin’s Creed II, todos os jogos lançados para consoles foram apresentados com um filme ou animação para ampliar a experiência a ser vivida no game.

Em AC II, foi AC: Lineage – um filme extremamente bem feito, que serviu de prólogo para os eventos do jogo em questão. Nesta obra, Ezio é adolescente e o seu pai Giovanni Auditore o herói, porém, ciente de que em breve seus filhos também deverão estar prontos para lutarem ao seu lado.

PARTE 01: AC: LINEAGE 01

PARTE 02: AC: LINEAGE 02

PARTE 03: AC: LINEAGE 03

Em AC: Brotherhood, foi AC: Ascendance – nesta animação é retratada a ascensão de Cesare Borgia ao trono romano. Serve de elo entre o game anterior e Brotherhood, com Ezio tendo que enfrentar não mais somente um homem, mas uma família.

COMPLETO: AC: ASCENDANCE

Em AC: Revelations, foi AC: Embers – diferente dos anteriores, esta animação não serve de prólogo, mas encerra a trajetória de Ezio, mostrando sua última missão e seu falecimento. Triste o bastante para arrancar lágrimas daqueles que percorreram junto de Ezio uma vida (virtual) de lutas pela causa dos assassinos.

TRAILER: AC: EMBERS


Além dos filmes e animações já citados, a experiência dos jogos também foi retratada em forma de romance, tendo sido lançados livros referentes aos quatro jogos da série - AC, AC II, AC: Brotherhood e AC: Revelations. No Brasil, foram lançados os livros AC Renascença (que cobre os eventos de AC II) e AC Irmandade (que cobre os eventos de AC: Brotherhood). Compensa muito adquirir estes livros, pois são bastante fiéis ao jogo, acrescentando muitos detalhes que ajudam a enriquecer a trama.




PONTO DE VISTA DOS TEMPLÁRIOS


A partir de AC Revelations, mais precisamente em seu modo online multiplayer, temos contato direto com a ambição das Indústrias Abstergo. Na verdade, somos agentes a serviço dos templários e, a medida que evoluímos nos treinamentos, ganhamos confiança dos cientistas para ter acesso a mais informações sigilosas. Buscando, então, acrescentar conteúdo a este outro ponto de vista (considerado o lado do mal nos jogos), está sendo lançada uma HQ (quadrinhos), tendo como foco os eventos do presente. Dizer que é interessante é pouco, já que esclarece a existência de alguns personagens, tanto pelo lado dos assassinos, quanto pelos templários. Já foram lançados dois volumes, mas no Brasil somente encontramos o primeiro à venda.


Outro produto lançado aproveitando a onda Assassin's Creed foi o jogo Project Legacy, para Facebook. A ideia é bastante interessante e também se refere às Indústrias Abstergo. A ideia é contar algumas experiências realizadas por agentes da Abstergo que, por meio do Animus, reviveram memórias de personagens-chave para coletar dados que ajudassem a corporação a desvendar os maiores segredos dos assassinos. A estrutura do jogo segue o mesmo padrão de outros games para Facebook, mais parecendo um RPG sem ação direta. Infelizmente, como se tratava de uma ação para promover AC: Brotherhood, faz tempo que não recebe atualizações.




Com esses poucos exemplos que dei, já ficou claro que a série Assassin's Creed ainda tem muitas surpresas a nos oferecer. Existem alguns outros jogos lançados além dos quatro principais, já comentados por mim. Vou ser sincero e dizer que tenho poucos conhecimentos acerca deles, mas me empenharei para conhecê-los melhor a fim de atualizar a seção com estas informações em uma próxima oportunidade.